Lukashenko agradece a Xi em Pequim o “forte apoio e assistência a longo prazo”
4 de jun. de 2025, 16:39
— Lusa/AO Online
Citado pela
agência noticiosa oficial chinesa Xinhua, Lukashenko afirmou que, em
cada uma das suas 15 visitas à China, “sentiu a profunda amizade” do
país asiático.O líder bielorrusso disse
que o seu país “tem grande confiança na China, com a qual desenvolverá
inabalavelmente as suas relações e promoverá a cooperação”.“A
nível internacional, a China defende firmemente o multilateralismo e
opõe-se ao unilateralismo e às sanções, dando um exemplo ao mundo”,
acrescentou.Xi Jinping felicitou o seu
homólogo pela reeleição como Presidente da Bielorrússia em janeiro
passado, uma eleição marcada por alegações de fraude por parte da
oposição exilada e dos países ocidentais.Xi
sublinhou que a China e a Bielorrússia “são verdadeiros amigos e bons
parceiros”, que se têm tratado “com sinceridade e amizade”.De
acordo com o líder chinês, a confiança entre Minsk e Pequim é
“inabalável” e a cooperação em vários domínios “tem sido reforçada”,
referiu a Xinhua.Xi instou ambas as partes
a “oporem-se conjuntamente à hegemonia, à intimidação e à violência, e a
defenderem a equidade e a justiça internacionais”.Citado
pela agência noticiosa bielorrussa Belta, o embaixador da Bielorrússia
na China, Aleksandr Chervyakov, disse na terça-feira que alguns dos
principais tópicos durante a visita de Lukashenko seriam “a modernização
da economia bielorrussa com base na tecnologia chinesa”.A viagem é uma oportunidade para “avaliar e rever os resultados do trabalho de cooperação” entre Minsk e Pequim, disse.“A China continua a ser um parceiro estratégico fundamental para nós, como sempre”, enfatizou.Lukashenko
visitou a China em fevereiro de 2023, altura em que assegurou que “a
expansão dos contactos com a China é uma prioridade da política externa
bielorrussa”.Em dezembro do mesmo ano, o
Presidente bielorrusso deslocou-se novamente à China, como sinal das
boas relações entre Pequim e Minsk.Citado
pelo Global Times, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, Zhao
Huirong, especialista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, explicou
que “as relações entre a China e a Bielorrússia estão atualmente num
ponto alto histórico” e sublinhou a importância da cooperação entre os
dois países no setor industrial, prevendo uma maior coordenação política
bilateral.Cada vez mais isolado da Europa
e do resto do Ocidente devido à deriva autoritária do regime, o governo
de Lukashenko voltou-se recentemente para aliados como Pequim e
Moscovo.A visita tem como pano de fundo as
negociações entre a Rússia e a Ucrânia para um cessar-fogo numa guerra
em que Minsk tem sido acusada por Kiev de ser cúmplice de Moscovo e em
relação à qual Pequim tem mantido uma posição ambígua.