Luís Rodrigues não vai permitir ingerências politicas na administração
TAP
23 de mai. de 2023, 07:27
— Lusa/AO Online
Questionado pelos
jornalistas, Luís Rodrigues respondeu que “com certeza” vai manter no
futuro a “bandeira” de não admitir ingerências políticas nas suas
empresas, tal como fez na liderança da SATA.“As
empresas não são minhas, são públicas. Mas [sim]: não haver ingerência
no conselho de administração das empresas”, assinalou.O
CEO da TAP falava aos jornalistas em Ponta Delgada após uma aula aberta
no âmbito do mestrado em Gestão de Empresas (MBA), da Faculdade de
Economia e Gestão da Universidade dos Açores.Insistindo
em não responder a perguntas sobre a TAP, o gestor rejeitou comparar
situação da companhia aérea nacional com a da SATA, por serem “coisas
completamente diferentes”, tal como não se quis pronunciar sobre o
impacto da comissão de inquérito no prestígio da TAP.“Só falo da TAP para a frente e não é aqui. Para trás, o que se passou, não me diz respeito”, vincou.Durante
a aula aberta, subordinada ao tema “Estratégia aplicada: da teoria à
prática", Luís Rodrigues defendeu que o aspeto “mais fundamental” numa
estratégia é o “diagnóstico”: “é aqui que vejo mais erros serem
cometidos”.O CEO da TAP alertou ainda para importância da ética na gestão.“Pensem
bem nos vossos valores. Pensem bem nisso. Porque hoje em dia quem achar
que pode escapar com alguma coisa que seja invisível, pode tirar o
cavalinho da chuva. Tudo aquilo que fizerem hoje em dia, com a
tecnologia toda, vai aparecer na capa de um jornal, dê por onde der”,
avisou.Luís Rodrigues lembrou ainda que
nem sempre a reestruturação das empresas implica despedimentos
coletivos, lembrando que quando chegou à SATA em 2019 existia um
“consenso” sobre a necessidade de “despedir 200 ou 300 pessoas”,
situação que foi rejeitada pelo conselho de administração.Posteriormente,
questionado pelos jornalistas se tal política pode ser seguida na TAP, o
CEO rejeitou comentar: “Sobre a TAP não quero dizer nada. Aqui estava a
falar no plano conceptual e teórico. Temos de analisar com outra
abordagem”.