Luís Rodrigues assume funções como presidente executivo sexta-feira
TAP
13 de abr. de 2023, 07:48
— Lusa/AO Online
“O novo
PCA e presidente da Comissão Executiva da TAP S.A. e da TAP SGPS, Luís
Rodrigues, vai assumir funções na sexta-feira, dia 14 de abril”,
indicou, em comunicado o Ministério das Finanças. Este
responsável, que até então liderava a SATA, foi escolhido pelo Governo
para substituir Christine Ourmières-Widener e Manuel Beja, que foram
demitidos.A entrada em funções foi
aprovada em assembleia-geral de acionistas, na qual o Estado se fez
representar pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF). Na
reunião foram também adotadas as decisões sobre os procedimentos para a
destituição de Ourmières-Widener e de Manuel Beja, cujo último dia em
funções será esta quinta-feira. O
ministério tutelado por Fernando Medina sublinhou que a deliberação
conclui o processo, que foi iniciado na assembleia-geral de 13 de março,
tendo a DGTF notificado a presidente do Conselho de Administração e o
presidente da Comissão Executiva (PCE) “da companhia dos respetivos
projetos de decisão de demissão no dia seguinte”. A
PCA e o PCE enviaram, em 28 de março, a sua prenuncia à DGTF, tendo,
segundo o executivo, os documentos sido “devidamente analisados e
ponderados” nesta decisão agora comunicada. “Ficam
assim reunidas as condições para que a TAP inicie uma nova etapa, capaz
de assegurar o foco na implementação bem-sucedida do plano de
reestruturação da empresa, para a qual o contributo diário de todos os
trabalhadores é imprescindível”, concluiu. O
Governo anunciou a exoneração da presidente executiva da companhia
aérea, Christine Ourmières-Widener e a do presidente do Conselho de
Administração, Manuel Beja, em 06 de março, depois de divulgados os
resultados de uma auditoria da Inspeção-Geral das Finanças (IGF), que
concluiu que o acordo para a saída de Alexandra Reis é nulo e grande
parte da indemnização de perto de meio de milhão de euros terá de ser
devolvida. A polémica começou no final de
dezembro, altura em que o Correio da Manhã noticiou que a então
secretária de Estado do Tesouro tinha recebido uma indemnização de cerca
de 500.000 euros para sair dois anos antes do previsto da administração
da empresa.O processo foi negociado ao
abrigo do código das sociedades comerciais, quando a TAP está abrangida
pelo estatuto do gestor público.O caso motivou uma remodelação no Governo, incluindo a saída do ex-ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos.A
comissão parlamentar de inquérito à TAP ouviu as primeiras
personalidades nas últimas semanas, incluindo Christine
Oumières-Widener, Manuel Beja e Alexandra Reis, com revelações que
fizeram aumentar a pressão sobre o Governo de António Costa.Na
mira estão os ministros das Finanças, Fernando Medina, dos Assuntos
Parlamentares, Ana Catarina Mendes, e das Infraestruturas, João Galamba,
depois da presidente executiva da TAP ter confirmado uma denúncia da
Iniciativa Liberal sobre uma reunião com o grupo parlamentar do PS, na
véspera da audição parlamentar, em janeiro.