Luís Neves diz ter sido ele a pedir intervenção do Tribunal de Contas
Hoje 16:20
— Lusa/AO Online
"Contrariamente
àquilo que tem vindo a ser dito, fui eu que requeri a intervenção do
Tribunal de Contas", afirmou Luís Neves, precisando que em causa estão
apenas dois factos, relacionados com viagens, que resultaram de
"inúmeras inspeções" das quais a PJ saiu "bem globalmente" e sobre os
quais aquele tribunal entendeu, inicialmente, que "as explicações foram
suficientes".Segundo o ex-diretor da PJ,
trata-se de viagens que foram executadas para desenvolverem
investigações de forma sigilosa e que "pouparam ao dinheiro ao Estado".Luís
Neves sublinhou que “nos últimos anos a Polícia Judiciária teve
inúmeras inspeções”, das quais saiu “globalmente bem delas”.“Numa
inspeção do Tribunal de Contas há dois factos que nos foram apontados
com relevância e o Tribunal de Contas entendeu que o contraditório que a
Polícia Judiciária apresentou era suficiente e deu o assunto como
encerrado”, revelou o ministro.O
governante acrescentou que o processo foi remetido para o Ministério
Público, que “entendeu que num caso concreto deveria aplicar uma sanção
mínima” ao diretor da PJ, à diretora financeira e ao diretor financeiro
desta área.Luís Neves adiantou que vai
contestar, justificando que o valor em causa "foi para salvar uma
operação policial de grande importância de combate ao crime organizado
transnacional"."Tinha de ser tomada uma
decisão de urgência, tinha de ser tomada uma decisão sob
confidencialidade" e a "forma como essas viagens, que é de viagens que
estamos a falar, foram adquiridas, pouparam dinheiro ao Estado", disse.