Lucros da EDA antes de juros e impostos caem em 2025 para 54,9 ME
Hoje 15:05
— Lusa/AO Online
De acordo com o relatório de gestão de 2025 da EDA, consultado pela agência Lusa, os lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) eram de 44,3 milhões de euros (ME) em 2021 contra 45,8 milhões no ano seguinte, 60,5 em 2023, 56,9 em 2024, e 54,9 milhões em 2025.O relatório avança que o volume de negócios da EDA “tem vindo a evoluir a uma taxa de crescimento média anual próxima dos 7,9%, entre 2021 e 2025”, sendo que no ano anterior “foi registado o maior volume de negócios de sempre, com 287,3 milhões de euros, um aumento de 8,6% face a 2024”.O resultado líquido da elétrica açoriana caiu, entretanto, de 12,6 milhões de euros, em 2021, para 11,4 milhões em 2025.A EDA gerou uma rendibilidade operacional de 8,3%, o que significa que cada euro de volume de negócios gerou, em média, 8,3 cêntimos de resultados operacionais.“A rendibilidade líquida ronda os 4% e ilustra o resultado líquido obtido, quatro cêntimos por cada euro de volume de negócios realizado”, refere-se no relatório.A rendibilidade dos capitais próprios ascendeu a 3,7% em 2025, o que “reflete um acréscimo neste indicador de 0,1 pontos percentuais relativamente a 2024”.Verifica-se uma subida do indicador de autonomia financeira de 1,9 pontos percentuais, face a 2024, atingindo os 40,9% em 2025.A EDA avança que o rácio de endividamento “surge com uma tendência decrescente desde 2021, verificando-se um decréscimo acumulado nos quatro últimos exercícios económicos de 5,7 pontos percentuais, baixando de 64,8% em 2021 para 59,1% em 2025”.Em 2025, a EDA Renováveis apresentou resultados positivos, com uma produção anual de energia elétrica com origem em recursos energéticos endógenos de 247,1 GWh.Do total de energia elétrica emitida pela EDA Renováveis, 67,1% foi de origem geotérmica, 18,4% de origem eólica, 14,1% de origem hídrica e 0,5% de origem fotovoltaica.Face ao ano anterior, verificou-se, em 2025, um decréscimo global de 5,4%, “influenciado pela diminuição em cerca de 6,6% na produção geotérmica e de 9,3% na produção eólica”, de acordo com a EDA.Em sentido contrário, verifica-se uma variação positiva de 7,0% na produção hídrica e de 2,6% na produção fotovoltaica.A produção das centrais geotérmicas ascendeu a 165,8 GWh em 2025, o que “representa uma diminuição de 6,6% face aos 177,6 GWh registados em 2024”, segundo o relatório.A EDA refere que “esta redução ficou a dever-se, por um lado, à menor produtividade e à instabilidade do poço PA3 e, por outro, ao acentuado declínio da disponibilidade anual do poço PA2, na Central Geotérmica do Pico Alto”.“Adicionalmente, contribuiu para esta quebra de produção a desmontagem dos grupos 1 e 2 da Central Geotérmica da Ribeira Grande, em funcionamento desde 1994, no âmbito do respetivo processo de revitalização ao abrigo do PRR. Esta intervenção implicou uma redução de 2 MW na potência útil instalada da central”, sustenta-se no relatório.