Contribuíram para o resultado a queda do preço internacional do petróleo e a diminuição do consumo no mercado brasileiro, na sequência da crise económica global, salientou o director financeiro, Guilherme Barbassa.
“O principal elemento é mesmo o preço, além da queda de consumo doméstico, aumentando a exportação, o que é mau porque o mercado doméstico é mais conveniente, tem menos transporte”, disse o executivo, numa conferência de imprensa.
Barbassa sublinhou que a quebra do preço “teve uma consequência negativa” nos resultados, apesar do aumento de 7 por cento na produção, na comparação anual, o que representou 150 mil barris a mais, no primeiro trimestre.
O preço médio do barril tipo Brent diminuiu 55 por cento, no período em análise, passando de US$ 97, no primeiro trimestre de 2008, para US$ 44, nos três primeiros meses deste ano.
O director financeiro salientou que a quebra de preço representou uma diminuição de receitas de cerca de 4,3 mil milhões de reais (1,54 mil milhões de euros).
Nos três primeiros meses deste ano, a receita da estatal ascendeu a 42,59 mil milhões de reais (15,21 mil milhões de euros), uma diminuição de 9 por cento, face ao período homólogo de 2008.
O EBITDA (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 13,42 mil milhões de reais (4,79 mil milhões de euros), uma diminuição de cinco por cento, no período em análise.
Barbassa disse que a variação do real em relação ao dólar norte-americano, resultado da crise global, também teve um impacto negativo nos resultados da companhia.
O executivo afirmou, entretanto, que as acções da Petrobras registaram, no período, “desempenho superior” ao Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e valorização “muito melhor do que a média das empresas americanas de petróleo”.
Na comparação com o último trimestre de 2008, quando a companhia lucrou 7,36 mil milhões de reais (2,63 mil milhões de euros ao câmbio actual), a quebra do lucro também foi de 20 por cento.