Lucro da Corticeira Amorim caiu 24,7 % no 1º semestre

Bolsa

1 de ago. de 2008, 10:57 — Lusa/AO online

No primeiro semestre de 2007, a Corticeira Amorim obteve resultados líquidos de 9,14 milhões de euros, enquanto que no segundo trimestre deste ano o lucro caiu 33,41 por cento, para 3,5 milhões de euros, face aos três primeiros meses do ano passado.     Apesar das vendas consolidadas terem tido um crescimento de 2,4 por cento nos seis primeiros meses do ano, para 248,1 milhões de euros, foram penalizadas em 6,2 milhões de euros devido ao "efeito cambial", refere em comunicado a Corticeira Amorim.     Segundo a Corticeira Amorim, a unidade de negócios Rolhas foi das que mais se destacou, aumentando as vendas em 5,6 por cento, para 142,1 milhões de euros.     O EBITDA (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) diminuiu 4,86 por cento, para os 28,2 milhões de euros, em consequência do abrandamento económico e das desvalorizações cambiais.     A incorporação da recém-adquirida Oller já teve um impacto positivo no volume de vendas de rolhas, enquanto a UN Rolhas registou desempenho positivo, com as vendas a crescerem 5,6 por cento, para 142,1 milhões de euro.     Já o resultado operacional (EBIT) ascendeu a 16 milhões de euros, menos 9,6 por cento em relação ao verificado no primeiro semestre do ano passado.     A autonomia financeira da Corticeira Amorim caiu de 40,90 por cento no segundo semestre de 2007 para 40,77 por cento em igual período deste ano.     A Corticeira Amorim destaca que, entre Janeiro e Junho, a sua actividade foi afectada por diversos factores, caso da crise do mercado da habitação de alto risco nos Estados Unidos, da crescente inflação, o agravamento das condições de crédito, a subida dos preços da energia e o aumento generalizado da aversão ao risco.     "Ao exportar mais de 90 por cento das suas vendas para um conjunto de mais de 100 países (…) não podia passar incólume à grave conjuntura económica atrás mencionada", sublinha.     Neste contexto, menciona a desvalorização de praticamente de todas as suas divisas de exportação e em especial a desvalorização de mais de 13 por cento do dólar norte-americano em relação a idêntico período de 2007.     A empresa assinala ainda as condições económicas adversas dos seus principais mercados, nomeadamente União Europeia e os Estados Unidos.