Lotaçor nega ter criado novas regras para armadores da Região

Hoje 13:58 — Lusa / Filipe Torres

A Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores, S.A esclareceu esta sexta-feira que não criou “qualquer nova obrigação” administrativa para os armadores, nem procedeu a qualquer alteração legislativa ou regulamentar.Em nota de imprensa, a empresa refere que a emissão de documentos de transporte “constitui uma obrigação legal dos agentes económicos responsáveis pelo transporte dos bens”, não podendo a Lotaçor “assumir responsabilidades que a lei atribui a terceiros”.A posição da Lotaçor surge em resposta ao PS/Açores, que afirmou que as novas regras nas lotas estão a “criar dificuldades acrescidas” aos armadores, colocando em causa o “normal funcionamento” das pescas.Em comunicado, os socialistas consideraram “preocupantes as alterações dos procedimentos” implementadas pela Lotaçor quanto ao “transporte de pescado entre os locais de desembarque, postos de recolha e lotas”.A empresa refere que “limitou-se a adequar os seus procedimentos internos ao estrito cumprimento da legislação em vigor, garantindo a legalidade de todas as operações realizadas no âmbito da primeira venda”.A Lotaçor esclarece ainda que tem mantido um “diálogo permanente com o setor e prestado todos os esclarecimentos necessários aos armadores, associações representativas e demais intervenientes, procurando assegurar uma transição informada e apoiada sempre que solicitada”.A gestora das lotas nos Açores reafirma o seu “compromisso de serviço público para com os profissionais da pesca, pautando a sua atuação pelos princípios da legalidade, transparência, rigor e proximidade ao setor, rejeitando interpretações que possam induzir em erro os pescadores e a opinião pública”.Administração da Lotaçor corta 50% nas chefiasJá o deputado do PSD/A, Paulo Gomes, elogiou ontem a redução de 50% dos cargos de chefia da administração da Lotaçor, que, na visão do social-democrata,  um “trabalho notável de recuperação financeira” da empresa.Relativamente às declarações de Gualberto Rita, do PS/A, Paulo Gomes considera que se tratam de “uma campanha de desinformação relativamente à empresa pública Lotaçor”.