Lotaçor melhora contas mas fecha ano com 2,42 ME de prejuízo
Hoje 10:28
— Nuno Martins Neves
A Lotaçor melhorou os resultados operacionais em 2025, em 387 mil euros,
insuficiente, ainda assim, para inverter o resultado líquido negativo,
que a 31 de dezembro do ano passado se situou nos 2,42 milhões de euros,
de acordo com a nota de imprensa a que o Açoriano Oriental teve acesso.A
empresa pública, que tem 199 funcionários espalhados nas nove ilhas,
com 11 lotas e 30 postos de recolha, viu o passivo total aumentar de
28,5 milhões de euros em 2024 para 30,5 milhões de euros.Segundo a
nota de imprensa, o volume de pescado descarregado na Região Autónoma
dos Açores sofreu um aumento de 34% (3,29 mil toneladas), situando-se
nos 12,9 mil toneladas, com os tunídeos (em particular o Bonito) a terem
um peso significativo. O valor do pescado também sofreu uma
variação positiva na ordem dos 17,9% (mais 7,14 milhões de euros face a
2024), para um total de 46,9 milhões de euros.Contudo, o preço médio
por quilograma em 2025 foi inferior ao ano transato em 12,1%, passando
de 4,12 euros para 3,62 euros, o que é explicado pela diminuição das
quantidades descarregadas e do preço médio de algumas das espécies mais
descarregadas nos Açores, como a Albacora, o Pargo ou a Abrótea.Em
termos de investimentos, a Lotaçor teve a empreitada de construção de um
posto de transformação para o Entreposto Frigorífico da Madalena do
Pico, e a aquisição de caixas destinadas ao acondicionamento e
movimentação do pescado na região, num valor superior de 265 mil euros.Foram
ainda iniciados os procedimentos de contratação pública para a
aquisição de gruas de movimentação de cargae gruas eletro-hidráulicas,
no valor de 1,05 milhões de euros, ao abrigo do PRR, investimentos
previstos concluir no primeiro semestre do ano corrente. A olhar
para 2026, a Lotaçor prevê concentrar os investimentos, no âmbito do
Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura
(FEAMPA), na requalificação da rede de lotas, com prioridade para o
posto de recolha de Vila Franca do Campo e a requalificação e ampliação
da lota de Ponta Delgada, obras que o conselho de administração
classifica de “investimentos mais estruturantes no setor das pescas”.