Los Angeles2028 ainda está longe mas Rui Oliveira gostava de defender o ouro
Hoje 16:56
— Lusa/AO Online
“[A estrada] é o foco este
ano. Ainda não estamos em ano de qualificação olímpica, portanto dá um
pouco mais de liberdade e de calma para poder focar a 100% na estrada”,
admitiu.Em entrevista à agência Lusa, Rui
Oliveira, que em Paris2024 conquistou o ouro no madison com Iúri Leitão,
garantiu ainda não estar a pensar nos próximos Jogos Olímpicos.“Vai
fazer dois anos desde os últimos Jogos só para agosto, ainda falta um
bocado. Obviamente que a preparação começa já no início de 2027, mas
ainda não tenho os olhos postos nisso, nem tenho o foco nisso,
sinceramente”, confessou.No entanto, o
corredor da UAE Emirates não escondeu que gostaria de estar em Los
Angeles2028 para defender o seu título olímpico, o primeiro para
Portugal numa modalidade que não o atletismo. “Sei
que temos vários atletas que podem chegar a LA e estarem prontos e
aptos para correr, mas, sim, claro que tendo feito uma medalha e um
ouro, neste caso, era bonito estar lá a defender com o Iúri ou com o Ivo
[Oliveira] ou com qualquer ciclista”, afirmou.Centrado
na estrada, o gaiense de 29 anos falhou os Europeus de pista, onde Iúri
Leitão se sagrou campeão no omnium e se uniu a Diogo Narciso para
conquistar a prata no madison. “Claro que
gostava sempre de estar, mas não se pode estar em todo lado e onde
estava, estava bem, e sabia que quem estava lá, estava a fazer o
trabalho bem feito. Isso acabou por ser visto e notado. O que interessa é
que a seleção vá progredindo, comigo ou sem mim”, realçou.Para
Oliveira, é importante haver a emergência de novos nomes, como Narciso e
até o ‘azarado’ Miguel Salgueiro, que caiu na estreia e sofreu várias
fraturas além de uma contusão num pulmão, para que o projeto da seleção
não se resuma a si, ao gémeo Ivo ou a Leitão, até porque estes ciclistas
“têm mais facilidade de conseguir ir a mais corridas”. “Já
no outro ciclo olímpico com o João [Matias], com o César [Martingil],
também o próprio Diogo [Narciso] e outros mais, com o Ivo, com o Iúri,
fomos nós todos que conseguimos a qualificação, não fui só eu e o Iúri.
Dá-nos bastante calma saber que nas próximas Taças do Mundo podemos
juntar qualquer dupla, qualquer ciclista, que vamos conseguir amealhar
pontos e manter-nos na luta pela qualificação [olímpica]”, rematou.