Localização "cristalizada" permite definir território
Aeroporto
13 de mai. de 2025, 10:04
— Lusa/AO Online
Na abertura do Congresso
Rodoferroviário Português, em Lisboa, Miguel Pinto Luz defendeu que
quando se desenha infraestruturas é necessário "ter visão nas políticas
públicas de saúde, justiça, sociais", por forma a não serem "meros
veículos para mais desequilíbrio territorial e injustiça".O
ministro assegurou que o Governo teve uma preocupação com a justiça
territorial, tendo tido esta visão em conta nos investimentos feitos
durante a legislatura.Esta abordagem
verifica-se, por exemplo, no investimento na Área Metropolitana e
Lisboa, disse o ministro, nomeadamente com o Aeroporto Luís Vaz de
Camões que tem agora "a sua localização absolutamente definida e
cristalizada", possibilitando "definir território".É
o que está a ser feito com o parque Cidades Tejo, no reforço da A12,
A13, com o metro Sul do Tejo e a terceira travessia do Tejo, enumerou
Pinto Luz, reiterando que isto está a acontecer "concomitantemente com
uma visão infraestrutural que se tem de dar às pessoas que se deslocarem
a este território para viver". Para o
ministro, não podem ser criados "guetos onde há grandes infraestruturas"
que depois podem não ter impactos se não existir uma visão geral.Já
na Alta Velocidade, notou, o mesmo está a ser feito, nomeadamente na
educação, com a articulação com institutos e universidades e com uma
"aposta nos centros logísticos no território para a alta velocidade não
cair de para-quedas num território não infraestruturado".A 14 de maio de 2024, o Governo aprovou a construção do novo aeroporto da
região de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete, seguindo a recomendação
da Comissão Técnica Independente (CTI).