Livre quer taxa proporcional à produção de resíduos urbanos em Ponta Delgada
Autárquicas
13 de set. de 2017, 12:00
— Lusa/AO Online
“Propomos que
seja instalada uma taxa que seja proporcional à quantidade de resíduos
urbanos que é, de facto, produzida”, declarou José Azevedo aos
jornalistas, explicando que deve ser criado um sistema de recolha de
resíduos porta a porta para viabilizar esta solução.O candidato,
que promoveu uma ação de pré-campanha sobre resíduos sólidos na cidade
de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, quer um sistema que
“responsabilize as pessoas”, considerando que os ecopontos e consequente
centralização da recolha de lixo “faz com que os munícipes se
desresponsabilizem”.“Neste momento, todos pagam uma taxa de
recolha de resíduos sólidos urbanos, independentemente de se utilizar
contentores reutilizáveis ou de se fazer a separação ou compostagem
doméstica, como muitos fazem”, salientou José Azevedo, salvaguardou que
os munícipes que estão nestas circunstâncias devem ser recompensados.Para
o cabeça de lista às eleições autárquicas de 01 de outubro, há várias
formas de implementar uma taxa que seja proporcional à produção dos
resíduos sólidos urbanos, sendo a “mais simples o sistema que permite
aos munícipes comprarem um saco, que é caro, só podendo colocar nele os
resíduos indiferenciados”.“Tem que ser um sistema que penalize as
pessoas por produzirem indiferenciados”, frisou o candidato, que
compara esta solução à taxa que se aplica aos sacos plásticos nos
supermercados. José Azevedo pretende ainda que seja dada a “devida importância” a alguns resíduos urbanos indiferenciados.“Há
uma componente muito grande de resíduos indiferenciados a que não se dá
o devido realce, e que é importante dar, que é a dos resíduos
orgânicos”, realçou.Segundo o candidato, “está a misturar-se dois
conceitos, sendo uma coisa um resíduo indiferenciado, que não pode ser
separado seletivamente, e outra os resíduos orgânicos”, que representam
um terço do volume dos resíduos sólidos urbanos.José Azevedo
defendeu, também, que a Câmara de Ponta Delgada deve instituir sistemas
de compostagem comunitária e manifestou-se, de novo, contra o processo
de incineração na ilha de São Miguel “devido aos problemas de saúde
pública e ecológicos", a par da "perpetuação de um modelo de consumo”
num “negócio em torno do lixo”.O município de Ponta Delgada é liderado pelo PSD, que tem cinco dos nove mandatos. O PS tem os quatro restantes.