Livre gostaria que PS fizesse uma geringonça à esquerda
Açores/Eleições
26 de out. de 2020, 01:40
— Lusa/AO Online
“Nós
gostaríamos que o PS fizesse um pacto à esquerda […], que tivéssemos
aqui [Açores] uma repetição da geringonça. Mas vamos ver o que o PS
fará. Um partido socialista digno desse nome faria uma aliança à
esquerda”, salientou o candidato pelos círculos eleitorais de São Miguel
e de compensação, em declarações à agência Lusa.De
acordo com José Azevedo, o facto de o PS ter perdido a maioria absoluta
é bom, porque enriquece a democracia, mas a elevada taxa de abstenção e
a eleição do partido Chega para o parlamento regional “são dois pontos
negativos”. “Nós vemos estes dois factos
negativos como estando relacionados, tanto a abstenção como esta vaga da
extrema-direita que corre o planeta inteiro e a Europa e que chega
agora aos Açores, o que mostra que os Açores não estão isolados”,
realçou. Apontando para uma Assembleia
Regional mais diversa, o dirigente do Livre explicou que 54,58% de
abstenção e a eleição de dois deputados do Chega se deveram “à
austeridade e à desagregação social”.“Durante
a campanha dissemos que nós precisamos de alterar o sistema […] em que o
Estado e a democracia são esvaziados em favor da competição e do lucro.
Temos uma economia baseada na competição e no lucro. Esta vaga de
desemprego está a fazer as pessoas desesperadas e as pessoas
desesperadas comportam-se de forma irracional e procuram respostas
naqueles movimentos e naquelas ideias mais populistas”, disse. Ao
início da noite, o Livre analisou os resultados eleitorais, tendo
verificado “uma tendência de subida” na expressão eleitoral do partido. “Mesmo
não tendo conseguido ganhar uma voz no parlamento regional, registamos
com muito agrado que mais açorianos se revejam na nossa mensagem”,
escreveu o partido.