“Estamos
convictos de que temos a mensagem certa para este momento e estamos
confiantes de que teremos oportunidade de representar as pessoas -
representar os eleitores na assembleia legislativa regional e deixar lá
as nossas propostas do nosso manifesto”, disse o candidato pelos
círculos eleitorais de São Miguel e de compensação, em declarações à
agência Lusa. De acordo com o dirigente do Livre, se o partido eleger um deputado, as propostas serão claras para os eleitores. “O
nosso objetivo principal é passar as mensagens e pôr as pessoas a
discutirem as questões que nós queremos trazer para o debate público, e
felizmente isso começa a acontecer”, disse, explicando que “o Livre é um
partido profundamente democrático”. Ao
12.º dia de campanha, que termina na sexta-feira, José Azevedo ressalvou
que o Livre se encontra numa posição frágil por não ter apresentado
“listas artificiais nas diferentes ilhas”.“Fragiliza-nos,
porque há muitas pessoas […] em muitas ilhas, do Corvo a Santa Maria,
que gostariam de votar no Livre e não podem”, salientou. Com
aposta numa campanha digital, o Livre considerou ainda que os
webinários (seminários realizados na Internet) têm “corrido muito bem” e
que o partido apostou em esclarecer as pessoas sobre as propostas na
Internet. “Não fizemos foi uma grande
campanha de ‘outdoors’ com caras de pessoas, porque não nos parece que
isso contribua para esclarecer os eleitores”, explicou. O
Livre concorre a três círculos nas legislativas regionais – além de
José Azevedo, apresenta o programador informático Nuno Rolo na ilha
Terceira.As legislativas dos Açores
contemplam 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia
Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal,
Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.No
arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada
uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não
aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, caom 19 mandatos, e 7,1%
do CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.