Livre defende estratégia municipal para a biodiversidade em Ponta Delgada
Eleições Autárquicas
25 de set. de 2017, 17:45
— Lusa/AO online
"É
muito importante que haja uma estratégia municipal para a
biodiversidade que complete a governamental, mas que seja especifica do
concelho", declarou à agência Lusa o candidato. O cabeça de lista
às eleições autárquicas de 01 de outubro entende ser necessário que a
autarquia dê a conhecer a biodiversidade aos cidadãos do concelho e que
possua um plano de ação. Para José Azevedo, o documento deve
contemplar a erradicação de espécies invasoras e sua substituição por
plantas nativas, envolvendo-se, assim, a câmara municipal, diretamente,
na regeneração da biodiversidade, que "está muito ameaçada". O
candidato propõe para viabilizar o plano de ação de conservação e
regeneração da biodiversidade que parte da receita da taxa turística que
propõe no seu programa eleitoral seja canalizada para a iniciativa. José
Azevedo considerou que a biodiversidade está em "mau estado",
destacando o paradoxo que resulta do facto de nos documentos do concelho
"ser realçada como muito importante". "A biodiversidade que está
relacionada com a natureza é a responsável por trazer muitos turistas
ao concelho e gera, por exemplo, o ícone das Sete Cidades", afirmou,
para acrescentar que da parte do público e das entidades públicas "há
pouca perceção sobre o que é a biodiversidade e o seu valor". O
candidato referiu que a "biodiversidade não é só o que é verde, mas sim o
que é importante em termos regionais, que são as espécies endémicas,
fortemente ameaçadas", tendo salvaguardado a sua importância para os
ecossistemas. "Custa ver que nos documentos estratégicos do
turismo, do desenvolvimento do concelho até 2020 hajam referências à
importância da biodiversidade, mas não qualquer alusão importante à sua
conservação e manutenção", declarou. José Azevedo afirmou, por
outro lado, que as ações diretas da autarquia e as que são permitidas em
concursos para a realização de obras "agravam os problemas de
biodiversidade porque se introduz espécies invasoras como os chorões,
nas zonas costeiras, e as plumas, à beira da estrada".