Livre critica "desistência de resolver problemas na saúde"
Demissão Marta Temido
30 de ago. de 2022, 12:21
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o partido representado no
parlamento por Rui Tavares defende que a demissão de Marta Temido,
anunciada na madrugada de hoje, “manifesta a incapacidade de fazer face
aos muitos sinais de disfuncionamento e degradação” do Serviço Nacional
de Saúde (SNS).“Pode ser entendida [a
demissão] como uma desistência [do Governo] quando aquilo de que
precisamos é de ação”, sustentou o Livre.O
partido recordou que esta demissão “surge na mesma noite em que foi
divulgado mais um caso que gera preocupação em todos, com o falecimento
de uma mulher grávida, em Lisboa”, enquanto estava a ser transferida
para outro hospital por falta de vaga naquela em que se encontrava.“Sem
uma ação decisiva na defesa do SNS e sem um governo com a coragem de
tomar medidas que invertam a situação crónica de suborçamentação de que
padece, quem quer que venha a suceder a Marta Temido poderá não vir a
ser senão um gestor do declínio do SNS”, advogou o partido da papoila.“Perante
um cenário tão grave”, prosseguiu o Livre, “exige-se do
primeiro-ministro sinais claros de apoio político a medidas estruturais
de defesa” do Serviço Nacional de Saúde.Marta Temido demitiu-se na madrugada de hoje por entender que “deixou de ter condições” para exercer o cargo.Fonte
próxima do primeiro-ministro revelou à Lusa que a substituição “não
será rápida” e que António Costa gostaria que a ministra demissionária
concluísse o processo de definição da nova direção executiva do SNS.