Livre, BE e PCP criticam “caos nos exames nacionais” e pedem responsabilidades
Hoje 12:09
— Lusa/AO Online
Os três partidos
reagiram, em declarações aos jornalistas no parlamento, à decisão hoje
anunciada pelo Ministério da Educação de que a divulgação dos resultados
e a segunda fase dos exames nacionais foram adiadas devido às falhas da
avaliação eletrónica, havendo ainda professores sem receber os itens
das provas para corrigir.Pelo Livre, a
deputada Filipa Pinto recordou que quando há dois dias esteve no
parlamento, o ministro da Educação garantiu que “tudo correria bem e que
se não corresse bem seriam retiradas as responsabilidades deste
processo”.“O ministro terá de tirar as
responsabilidades políticas desta situação e reconsiderar o que deve ser
feito num caso em que todo o sistema educativo está a ser abalado. (…)
Um responsável político tem de saber o momento em que as coisas estão a
correr mal e não fazer aquele passa culpas habitual que o ministro tem
feito”, defendeu.Para Filipa Pinto,
Fernando Alexandre tem que “assumir que a responsabilidade do caos
que está instalado nas escolas e nas famílias é sua”.Pelo BE, o deputado único Fabian Figueiredo afirmou que “a incompetência é a marca deste Governo”.“Nós
há dois dias tivemos a ocasião de ouvir o senhor ministro aqui nesta
mesma casa a dizer que o processo ia correr bem, que as denúncias dos
problemas eram todas elas mentira. (…) Hoje o ministro teve de desmentir
a si próprio, em pouco mais de 48 horas e isto acontece porque, uma vez
mais, as obsessões ideológicas do Governo se sobrepõem à
governação cuidadosa”, condenou.Para os bloquistas, “o Governo deve-me pedir desculpas aos alunos, aos professores, a toda a comunidade académica e ao país”.“O
que aconteceu exige apuramento das responsabilidades. Exige toda a
transparência sobre a plataforma, sobre como ela foi contratada, o que é
que falhou. Isto exige uma auditoria a sério”, defendeu.Pelo
PCP, a lider parlamentar Paula Santos criticou “o caos em torno dos
exames nacionais que está montado” e recordou a audição recente do
ministro.“Toda esta situação é, de facto,
um elemento que gera preocupação, que gera ansiedade, junto dos
estudantes que este ano estão a fazer os exames. Como bem sabemos, os
exames são um requisito para o acesso ao ensino superior e esta é
também uma questão que certamente preocupará os estudantes, preocupará
as famílias e isto só demonstra a forma, eu diria até, leviana como o
Governo está a tratar toda esta questão”, criticou.