Lisboa prorroga apoios municipais ao comércio local "até 31 de março"
Mau tempo
1 de fev. de 2023, 08:47
— Lusa/AO Online
O programa estava previsto
vigorar “até 31 de janeiro de 2023, ou até a respetiva dotação se
esgotar, consoante o que ocorrer primeiro”, sendo que a proposta
aprovada hoje, no dia em que o prazo inicial termina, significa a
prolongamento da disponibilização deste apoio por mais dois meses.A
extensão do prazo é justificada por “o número de candidaturas até agora
apresentadas não esgotou a verba destinada aos apoios” e após terem
sido ouvidas as associações empresariais representativas da cidade, que
“destacaram a importância de se prorrogar o prazo limite para a
apresentação de candidaturas ao programa”.A 25 de janeiro, a câmara decidiu, por unanimidade, a submeter à
Assembleia Municipal de Lisboa a prorrogação do prazo de duração do
Recuperar + | Programa de Apoio à Atividade Económica sobre os efeitos
das cheias, afetada pela intempérie que assolou o concelho nos dias 07,
08, 13 e 14 de dezembro de 2022.Na
assembleia, a proposta foi aprovada por maioria, com a abstenção do
Chega e os votos a favor dos restantes, designadamente BE, Livre, PEV,
PCP, duas independentes do Cidadãos Por Lisboa (eleitas pela coligação
PS/Livre), PS, PSD, PAN, Iniciativa Liberal, MPT, PPM, Aliança e CDS-PP.A 19 de dezembro, o executivo municipal decidiu, por unanimidade, “alocar
ao Recuperar + | Programa de Apoio ao Comércio Local afetado pela
intempérie que assolou o concelho de Lisboa nos passados dias 07, 08, 13
e 14 de dezembro de 2022 a dotação de 740.000 euros”.“O
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das cheias tem por objeto a atribuição de apoios financeiros à
reparação, à aquisição de equipamentos, à reposição de ‘stocks’
danificados ou às obras necessárias em face dos danos decorrentes da
intempérie que assolou o concelho de Lisboa nos passados dias 07, 08, 13
e 14 de dezembro”, lê-se na proposta.A dotação é de 740 mil euros, mas pode ser reforçada por deliberação da Câmara Municipal de Lisboa.Segundo
a proposta, “o apoio traduz-se na atribuição de comparticipação
financeira de 20% do valor da reparação, aquisição de equipamentos,
reposição de 'stocks' danificados ou das obras necessárias (sem IVA
incluído) até ao limite máximo de 10.000 euros por candidato”.Para acederem a este apoio, os comerciantes têm que se candidatar e cumprir critérios de elegibilidade.No
início de janeiro, a câmara revelou que foi contabilizado “um prejuízo
total de 49 milhões de euros” após as chuvas fortes que ocorreram entre
07 e 14 de dezembro.O presidente da Câmara
de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), detalhou o montante total dos prejuízos
provocados pelo mau tempo em dezembro, em que 34 milhões de euros (70%)
correspondem a danos em equipamentos e infraestruturas públicas da
cidade e 15 milhões de euros (30%) dizem respeito a estragos em
atividades económicas, comércio e serviços e habitações privadas.Entre
os 15 milhões de euros de prejuízos em bens privados, foram
contabilizados 11,2 milhões em atividades económicas (comércio e
empresas), com 338 ocorrências.Neste
âmbito, Carlos Moedas destacou os apoios do município para ajudar as
atividades económicas e as famílias da cidade afetadas, que são
disponibilizados através do preenchimento de formulários na página da
Internet da Câmara de Lisboa: https://www.lisboa.pt/recuperarmais/.Além
do apoio para o comércio local, a câmara apoia os proprietários ou
arrendatários de habitações afetadas, com “um apoio financeiro de 1.000
euros por agregado familiar”, valor que passa para 2.000 euros sempre
que a família integre idosos (maiores de 65 anos) ou crianças e jovens
(menores de 18 anos).Vários distritos do
continente, em particular Lisboa, foram afetados por chuvas fortes no
mês de dezembro, com grandes inundações, dezenas de desalojados e
prejuízos de milhões de euros.