Lisboa, Funchal e Porto registam crescimento de dormidas em junho face a 2019
16 de ago. de 2022, 12:18
— Lusa/AO Online
Em junho, o município de Lisboa registou 1,3 milhões de dormidas, o que representa 17,9% do total do país.Comparativamente
a junho de 2019, período pré-pandemia, "as dormidas registaram um
ligeiro aumento de 0,5%", dos quais um crescimento de 0,7% nos
residentes e 0,4% nos não residentes, de acordo com o INE.O
Funchal, que representa 7,3% do total, registou 520,4 mil dormidas em
junho, o que representou uma subida de 14,6% na comparação com igual mês
de 2019, sendo que nos residentes o aumento foi de 81,7% e nos não
residentes de 5,9%."No Porto (6,4% do
total), registaram-se 455,4 mil dormidas em junho, que se traduziram num
crescimento de 6,2% face ao mesmo mês de 2019 (+22,7% nos residentes e
+3,3% nos não residentes)", adianta o INE.Já
o município de Albufeira, que concentrou 12% do total de dormidas,
atingiu 860,0 mil, o que corresponde a uma redução de 14,9% face a junho
de 2019, com uma quebra de 18,2% nos residentes e uma diminuição de
13,9% nos não residentes.Em termos do
primeiro semestre deste ano, as dormidas "diminuíram na maioria dos
principais municípios face a igual período de 2019".Assim,
Lisboa registou uma quebra de 13,6% (-5,8% nos residentes e -15,1% nos
não residentes) no primeiro semestre, Albufeira uma diminuição de 21,1%
(-19% nos residentes e -21,5% nos não residentes) e o Porto uma descida
de 4,3% (os residentes aumentaram 4,6%, mas os não residentes recuaram
6,3%).Em sentido inverso, o Funchal teve um aumento de 2% (+68,2% nos residentes e -5,4% nos não residentes).Os
proveitos totais atingiram 545,4 milhões de euros e cresceram 157,0% e
os proveitos de aposento corresponderam a 416,4 milhões de euros
(+165,4%) em junho e, face a igual mês de 2019, "registaram-se aumentos
de 17,0% e 17,4%, respetivamente".Entre
janeiro e junho, os proveitos "cresceram 308,1% no total e 311,8%
relativos a aposento, em comparação com o mesmo período de 2021" e
"comparando com o primeiro semestre de 2019, verificaram-se aumentos de
4,8% e 5,8%, respetivamente", adianta o INE.No
segundo trimestre, os proveitos totais aumentaram 261,3% em termos
homólogos (+14,9% em relação ao segundo trimestre de 2019) e os
relativos a aposento aumentaram 270,0% (+15,2%).O
Algarve concentrou quase um terço (31,5%) dos proveitos totais e 30,8%
dos correspondentes a aposento em junho, seguido da Área Metropolitana
de Lisboa (29,7% e 31,2%, respetivamente) e o Norte (14,7% e 14,9%, na
mesma ordem).Em síntese, no primeiro
semestre, "considerando a generalidade dos meios de alojamento
(estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias
e pousadas da juventude), registaram-se 12,0 milhões de hóspedes e 30,9
milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 209,6% e 231,0%,
respetivamente".As dormidas de residentes
aumentaram 77,7%, atingindo 10,5 milhões, e as de não residentes (peso
de 66,0%) cresceram 495,6%, para um total de 20,4 milhões, de acordo com
o INE.Comparativamente a igual período de 2019, "as dormidas diminuíram 6,5% (+3,8% nos residentes e -11,1% nos não residentes)".No
conjunto global de estabelecimentos, a estada média (2,57 noites)
aumentou 6,9% (-4,9% nos residentes e -8,8% nos não residentes).As dormidas aumentaram em todos os meios de alojamento. Nos
primeiros seis meses do ano, "os estabelecimentos de alojamento
turístico registaram 11,2 milhões de hóspedes e 28,6 milhões de
dormidas, correspondendo a aumentos de 217,1% e 252,4%, respetivamente".
As dormidas de residentes cresceram 84,1%
e as de não residentes cresceram 529,5% e, face a igual período de
2019, "as dormidas diminuíram 7,0% (+5,2% nos residentes e -11,9% nos
não residentes)".Os parques de campismo
registaram 681,1 mil campistas (+110,6%) e 2,1 milhões de dormidas
(+77,1%), no primeiro semestre. Quando comparado com igual período de
2019, "as dormidas aumentaram 1,6% (-2,1% nos residentes e +5,7% nos não
residentes)" e a estada média (3,08 noites) decresceu "15,9% face ao
mesmo período de 2021".Já as colónias de
férias e pousadas da juventude receberam "121,7 mil hóspedes (+473,0%),
resultando em 244,4 mil dormidas (+382,2%)", refere o INE. Face a o
período homólogo de 2019, "as dormidas diminuíram 18,7% (-23,7% nos
residentes e -6,3% nos não residentes)".Neste meio de alojamento, a estada média (2,01 noites) recuou 15,8% face a igual período de 2021.