Linhas de crédito estão a chegar a número muito limitado de empresas
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Hoje 15:13
— Lusa/AO Online
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As linhas de crédito criadas para apoiar as empresas afetadas estão a
chegar a um número muito limitado de empresas. Em muitos casos, os
processos continuam a ser tratados pelas instituições bancárias como
operações de crédito convencionais, com exigências adicionais de
garantias, incluindo hipotecas”, lê-se numa nota de imprensa enviada à
agência Lusa.Segundo a nota, “esta
abordagem contraria o objetivo das medidas de apoio excecional e cria
obstáculos adicionais às empresas num momento em que necessitam de
respostas rápidas e eficazes”, referindo ainda serem “ainda poucas as
empresas que, efetivamente, receberam os montantes solicitados”.A
nota de imprensa surge quase seis semanas depois de a depressão Kristin
ter atingido gravemente a região de Leiria, território onde muitas
empresas “continuam sem respostas efetivas que lhes permitam recuperar
dos danos sofridos e retomar plenamente a sua atividade”, e de uma
reunião, para fazer um “ponto de situação das medidas de apoio
anunciadas e identificar os principais constrangimentos”.Na
reunião participaram as associações Empresarial da Região de
Leiria/Câmara de Comércio e Indústria, de Comércio, Indústria, Serviços e
Turismo da Região de Leiria, Empresarial do Concelho de Pombal e dos
Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém.Estiveram
ainda as associações das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, das
Indústrias de Cerâmica e Cristalaria, da Indústria de Plásticos e da
Indústria de Moldes, e também o Centro Tecnológico da Indústria de
Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos.Outro
problema identificado prende-se com os “atrasos na atuação das
seguradoras, nomeadamente na realização de peritagens presenciais e na
disponibilização de adiantamentos relativos aos sinistros participados”.“Estes
adiantamentos são fundamentais para permitir às empresas iniciar
rapidamente os trabalhos de reparação e recuperação das suas instalações
e equipamentos”, sustentam.Por outro
lado, a nota refere que um aviso no âmbito do IFIC – Instrumento
Financeiro para a Inovação e Competitividade “apresenta limitações que
poderão impedir o acesso de muitas empresas afetadas aos apoios
previstos”.Assim, as associações
empresariais defendem o alargamento dos códigos de atividade económica
(CAE) elegíveis, a possibilidade de aceitação de autodeclaração de danos
validada por contabilista certificado ou revisor oficial de contas, o
aumento do limite das obras de reconstrução para 50% do investimento
elegível e a eliminação dos critérios relativos ao contributo para o
crescimento das exportações e para a criação líquida de postos de
trabalho.Aquelas entidades salientam que
“o momento exige rapidez na execução das medidas, pragmatismo na sua
aplicação e capacidade de adaptação à realidade das empresas”, alertando
que os instrumentos criados apenas serão “eficazes se conseguirem
responder às necessidades concretas de quem está no terreno a
reconstruir instalações, recuperar equipamentos e retomar a atividade
económica”.Por outro lado, entendem ser
fundamental trabalhar, em articulação com a Estrutura de Missão
Recuperação da Região Centro do País, “com as autarquias da região e com
as entidades do sistema científico e tecnológico, na definição de uma
visão estruturada para a recuperação e o desenvolvimento da economia
regional”, mas “essa visão de futuro exige que os problemas mais
urgentes sejam resolvidos com rapidez”.Os
subscritores consideram ainda fundamental que a Estrutura de Missão
defina o modelo de “atuação concreta” que “pretende assumir com os
agentes da região”.