Liga de futebol leva ao Governo propostas sobre segurança, adeptos e combate à pirataria
Hoje 10:02
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o organismo presidido por Reinaldo Teixeira informou ter
abordado no encontro institucional o consumo de bebidas de baixo teor
alcoólico nos recintos e o combate à utilização de pirotecnia, à
pirataria, à contrafação e à venda ilegal de bilhetes, reconhecendo
também a necessidade de atualização da legislação sobre o combate à
violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espetáculos
desportivos.“O Governo manifestou abertura
para aprofundar as matérias apresentadas, reconhecendo a relevância do
contributo da LPFP e das sociedades desportivas para a construção de
soluções eficazes, através de uma maior articulação com as autoridades
competentes e restantes entidades envolvidas, num processo de reflexão
orientado para conciliar a proteção dos espetáculos desportivos com a
valorização da experiência dos adeptos”, explicou, falando numa “agenda
estratégica para o setor”.A LPFP reuniu
com os ministros da Administração Interna, Luís Neves, e da Cultura,
Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e com os secretários de
Estado Adjunto da Administração Interna, Paulo Ribeiro, e do Desporto,
Pedro Dias, além de representantes das forças de segurança.“O
encontro decorreu num ambiente de grande proximidade institucional,
ficando expressa a vontade comum de manter um diálogo permanente sobre
matérias estruturantes para o futuro do futebol profissional, com vista à
defesa dos interesses das sociedades desportivas, ao reforço da
integridade das competições e à criação de melhores condições para todos
os adeptos que vivem o futebol”, observou.Ao
elucidar o trabalho desenvolvido pela LPFP, Reinaldo Teixeira recordou o
processo de centralização dos direitos audiovisuais, o diálogo com os
grupos de adeptos, as iniciativas associadas à bilhética e o compromisso
permanente com as normas de ‘compliance’ e o ‘fair play’ financeiro.“O
presidente da LPFP destacou ainda exemplos de boas práticas
internacionais nas áreas da prevenção e do combate aos fenómenos
ilícitos associados ao espetáculo desportivo, evidenciando a importância
de uma atuação articulada entre as diversas entidades públicas e
privadas”, concluiu.