Liga de clubes assume ter sido obrigada a intervir para remarcar Arouca-FC Porto
19 de set. de 2025, 16:15
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a
LPFP sustenta que a decisão está suportada pelo regulamento de
competições da prova, na medida em que a “ausência de condições mínimas
de segurança” notificada constitui motivo de força maior e obedeceu aos
procedimentos prévios de auscultação das sociedades desportivas e
entidades públicas envolvidas.“Tal decisão
apenas foi tomada após uma reunião presencial, a 8 de setembro, nos
Paços do Concelho de Arouca, com a presidente da Câmara Municipal de
Arouca, a Autoridade Municipal de Proteção Civil, representantes das
duas sociedades desportivas, Comandante da Guarda Nacional Republicana
(GNR) territorialmente competente e bombeiros locais, a que se seguiu um
período de procura de entendimento entre as duas sociedades
desportivas. Na falta desse entendimento, a LPFP viu-se obrigada a
intervir”, explicou.O organismo comunicou o adiamento da visita do FC Porto ao Arouca de 28
para 29 de setembro, por troca com o jogo entre Famalicão e Rio Ave,
ambos da sétima ronda do campeonato, cenário que motivou críticas de
‘dragões’ e vila-condenses.O FC Porto,
líder isolado, defronta o Arouca numa segunda-feira, quatro
dias depois da visita aos austríacos do Salzburgo e três dias antes da
receção aos sérvios do Estrela Vermelha, em partidas das duas primeiras
rondas da fase de liga da Liga Europa.O
encontro estava inicialmente previsto para 28 de setembro, mas coincide
com a realização da Feira das Colheitas, evento que atrai milhares de
visitantes àquela cidade do distrito de Aveiro, com a autarquia local e a
Polícia de Segurança Pública (PSP) a alertarem para questões de
segurança e a pedirem o reagendamento do mesmo.Horas
depois, os ‘dragões’ criticaram a decisão da LPFP em reagendar
“unilateralmente” a partida, lembrando que ficou com menor tempo de
descanso antes do embate com o Estrela Vermelha, além de passar a ter
três jogos na mesma semana, numa sequência finalizada com a receção ao
Benfica, a 5 de setembro, para a sétima ronda da I Liga.Contestando
uma “decisão política” do presidente da LPFP, Reinaldo Teixeira, o FC
Porto informou o organismo de que “não estaria disponível para
colaborar” no reagendamento da visita ao Arouca para 29 de setembro,
propondo como alternativa 30 de outubro, única data que
considerava compatível com os regulamentos e o seu calendário na Liga
Europa.Essa partida vai encerrar a sétima
jornada do campeonato, já depois da receção do Famalicão ao Rio Ave, que
foi antecipada em um dia e tem início marcado para as 20:30.Os
vila-condenses manifestaram hoje “total desacordo” com essa decisão,
admitindo ser “altamente penalizadora e manifestamente prejudicial” para
o planeamento da equipa, que já tinha visto adiada para a próxima
terça-feira a visita ao Benfica, da jornada inaugural.“Neste
caso, após parecer negativo do detentor dos direitos televisivos para a
transmissão deste encontro nessa segunda-feira, a auscultação da
Comissão Permanente de Calendários e das sociedades desportivas, a
LPFP recorreu ao mesmo regulamento para reagendar a partida”, justificou
o organismo regulador do futebol profissional português.