Liga apela à generosidade e garante medidas de proteção no peditório nacional
Cancro
23 de out. de 2020, 18:15
— Lusa/AO Online
Em declarações à agência Lusa, o dirigente
Vitor Veloso reconheceu que este ano, porque muitas das outras
iniciativas que a Liga organizava não podem decorrer por causa da
pandemia de covid-19, o apoio aos doentes e famílias está muito mais
dependente do peditório nacional, que no ano passado angariou cerca de
três milhões de euros.“É um dos aspetos
mais importantes na angariação de fundos que a Liga promove, fundamental
para sobrevivência e para as ações que desenvolvemos de apoio a doentes
oncológicos e famílias ao longo do ano, além da área da investigação”,
afirmou Vitor Veloso, lembrando que os pedidos de apoio cresceram 40% e
que as consultas de psico-oncologia duplicaram.O
responsável reconhece que este ano o peditório nacional é um desafio
ainda maior pois “a pandemia pode fazer com que as pessoas, sobretudo as
mais idosas, tenham algum receio em aderir”.Para
angariar voluntários mais novos a LPCC tem a decorrer uma campanha que
lembra a importância do apoio a estes doentes e garante a proteção
necessária tanto de quem estará na rua, a recolher donativos, como de
quem dá.“O peditório é sempre difícil de
realizar e este ano vai ser mais difícil, por isso estamos a tentar, com
êxito, recrutar elementos mais jovens das universidades e dotar as
equipas de todos os cuidados sanitários, que são muito exigentes e
permitem que façam o peditório sem qualquer tipo de perigo”,
acrescentou.A campanha do ano passado
envolveu cerca de 20.000 voluntários e angariou cerca de três milhões de
euros, uma verba necessária para o apoio que a LPCC dá aos doentes
oncológicos e suas famílias, não só a nível dos rastreios, mas ajudas
financeiras para pagamentos de rendas, transportes, alimentação e
medicamentos, que este ano cresceram 40%.“Sabemos
que estamos a assistir a crise económico financeira muito grande e isso
pode impedir algumas pessoas de darem o seu donativo. Mas apelamos mais
uma vez ao espírito de generosidade dos portugueses e estamos
confiantes de que a população sabe as instituições que trabalham bem,
como a Liga, cujos corpos sociais são todos voluntários”, disse o
responsável.O dirigente da região Norte da
LPCC explicou que a organização tem colmatado as falhas que ao nível do
apoio social têm “falhado redondamente”“Há
casos, que ajudamos, em que a única pessoa que trabalha no agregado
familiar é o doente oncológico”, contou o responsável, sublinhando o
rigor com que as verbas angariadas são aplicadas: “Todo o cêntimo é
contabilizado e usado em prol dos doentes oncológicos e seus
familiares”.O peditório nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro vai decorrer entre os dias 29 de outubro e 02 de novembro.