Líderes europeus defendem cooperação de aliados para reabrir o Estreito de Ormuz
Irão
Hoje 11:48
— Lusa/AO Online
O
primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da
Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram a
crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito
de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um
comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico.Os
dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se
para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias
o permitirem.Esta conversa ocorreu antes
de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper,
presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções
conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a
navegação marítima.O líder britânico e o
presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada"
de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem
como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia,
segundo o comunicado.O primeiro-ministro
britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE
diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do
Presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela
relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão."Está
a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante
evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria
mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia",
disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira. Os
Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica
em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que
respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região
do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento
do Estreito de Ormuz.