Líder do PSD/Madeira diz que discutir entendimentos à direita no país “é folclore”
8 de fev. de 2023, 18:20
— Lusa
“Eu acho
que os partidos políticos que são oposição ao Governo [liderado pelo
socialista António Costa] têm de se apresentar como alternativa e ganhar
credibilidade apresentando cada um o seu programa de alternativa,
porque essa ideia de discutir linhas vermelhas, a direita, isso é fazer
um favor ao Governo”, afirmou. Miguel
Albuquerque falava à margem de uma visita ao Hospital dos Marmeleiros,
no Funchal, onde foram executadas obras de reabilitação orçadas em 2,6
milhões de euros, numa reação às declarações do presidente do Chega,
André Ventura, que, na terça-feira, desafiou o PSD para "construir uma
alternativa" de governo à direita, defendendo a necessidade de um
entendimento até às eleições europeias do próximo ano.“Essa
é a questão que a esquerda quer discutir, mas eu não entro nisso”,
declarou o líder social-democrata madeirense, dizendo também que, neste
momento, “tudo o que se está a discutir relativamente à direita é fazer
um favor à esquerda”. Na terça-feira, no
final de uma audiência com o Presidente da República no Palácio de
Belém, em Lisboa, André Ventura disse ter manifestado a Marcelo Rebelo
de Sousa o compromisso de "começar a construir uma alternativa para
estar pronta até às eleições europeias e num quadro temporal de médio
prazo".O líder do Chega antecipou também
que as eleições regionais na Madeira, ainda este ano, podem constituir
um "primeiro teste" ao "cenário de uma eventual governação".Miguel
Albuquerque, que chefia o Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP,
considerou, porém, que discutir entendimentos políticos à direita “é
folclore” e desvia a atenção das “questões cruciais” do país, numa
altura em que o Governo “está em decomposição”, como, por exemplo, a
situação da TAP, o Serviço Nacional de Saúde e o estado da Educação.“Estas
é que são as questões cruciais que é preciso discutir no país, o resto é
folclore para a esquerda continuar a levar o país para a linha de
abismo”, reforçou.