Líder do PSD diz que governo "não deve esconder" orientações económicas
22 de set. de 2022, 18:16
— Lusa/AO Online
“Concordo que o governo deve
oferecer ao país as principais orientações da sua política, e não
esconder essas orientações à espera do vento que sopra no dia ou na
véspera em que propostas essenciais como o Orçamento de Estado vão ser
apresentadas… Mas não me vou intrometer nas relações institucionais
entre dois órgãos de soberania - o Presidente da República [PR] e o
governo”, afirmou Luís Montenegro.O
presidente do PSD falava aos jornalistas, antes de uma visita ao Nonagon
– Parque da Ciência e Tecnologia de São Miguel, nos Açores, no âmbito
do primeiro encontro interparlamentar do partido nos Açores, depois de
questionado sobre as declarações do PR, de que era importante” que os
portugueses soubessem qual é o cenário macroeconómico previsto pelo
Governo. Montenegro notou que, “enquanto
partido político com representação parlamentar”, o PSD vai cumprir o seu
trabalho, “de escrutinar e fiscalizar a proposta que for apresentada”.Por
outro lado, disse, o PSD não deixará “de dar as orientações principais
que gostaríamos de ver consagradas nesse documento essencial à
governação”.O Presidente da República
afirmou na quarta-feira que “era importante” que os portugueses
soubessem qual é o cenário macroeconómico previsto pelo Governo e que
assim se perceberia que “espaço de manobra” existe no Orçamento do
Estado para 2023.“Como o Orçamento do
Estado está, certamente, praticamente pronto, é costume apresentá-lo aos
partidos, mas acho que era importante dizer aos portugueses: 'os
cenários que há para os tempos que vêm aí são estes'”, sustentou Marcelo
Rebelo de Sousa, à margem de uma aula que deu no Escola Secundária
Pedro Nunes, em Lisboa, o antigo liceu que frequentou.E acrescentou: “Aí dá para perceber o espaço de manobra que há para o Orçamento do Estado que aí vem.”O
chefe de Estado reforçou que o “mais importante neste momento” é os
portugueses “perceberem qual é a visão que têm os governantes”, em
concreto Fernando Medina que tem a tutela das Finanças, sobre o “futuro
próximo”, apesar de reconhecer “toda a dificuldade que isso implica”.