Líder do PSD/Açores repudia acusações do PS sobre pressões nas listas

Autárquicas

6 de jul. de 2021, 13:35 — Lusa/AO Online

“É repudiável dizer que há pressão – agora neste processo eleitoral autárquico – do Governo. Não compreenderam que ao seu domínio e submissão imposta a outros há agora um sentimento de libertação. Contra a pressão deles, há agora libertação”, afirmou.O líder regional social-democrata, que é desde novembro de 2020 presidente do Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, falava, em Angra do Heroísmo, na abertura das jornadas parlamentares do PSD/Açores, dedicadas à ciência e à transição digital.As afirmações de José Manuel Bolieiro surgem em resposta ao líder do PS/Açores e ex-presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, que repudiou, em junho, “tentativas de condicionar” as candidaturas do partido às eleições autárquicas deste ano, através de “pressões” e “ameaças veladas”.O presidente do PSD/Açores garantiu que não passará o tempo “a olhar para trás” a “denegrir” a herança recebida pelo PS, mas apelou aos deputados do partido para que coloquem “os pontos nos ‘is’” quando o Governo Regional for atacado de forma “injusta e inaceitável”.“Apenas pelo trauma da perda do poder é que se justifica determinadas acusações a este governo, ao PSD e a esta maioria parlamentar e plural. Deve ser denunciado, repudiado, porque não corresponde à verdade”, afirmou.Ainda assim, Bolieiro criticou o legado deixado nos transportes marítimos, que deixaram a ilha do Corvo em risco de ficar "sem abastecimento", e o legado deixado na companhia aérea SATA, que coloca “em risco” a sua continuidade e que obrigou o novo executivo a trabalhar para resolver “um problema de ilegalidade”.“Envolveu negociações muito difíceis com a Comissão Europeia, que aliás ainda estão em curso, e que não têm certezas, a não ser uma, a da nossa profunda convicção e empenho para dar sustentabilidade à empresa e convencer a União Europeia de que a empresa e o serviço que presta é essencial no cumprimento de obrigações de serviço público”, apontou.O líder regional social-democrata destacou ainda a redução de impostos e a aplicação de viagens interilhas para residentes por um preço máximo de 60 euros (ida e volta), alegando que “tiveram aplicação no tempo certo”.“É bom que se saiba que não estamos a fazer o mesmo com gente diferente, estamos a fazer coisas diferentes, disruptivas, com a nossa gente. É esta a modalidade de uma mudança de paradigma e de uma nova forma de governar os Açores”, sublinhou.Já o líder da bancada parlamentar do PSD na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Pedro Nascimento Cabral, refutou as acusações de “falta de transparência” do novo executivo, feitas na sexta-feira pelo líder do PS/Açores.“Fazer uma afirmação destas é não ter a mínima consciência do que foi estar deste lado ao fim de 24 anos de governação socialista”, acusou, alegando que os Açores estiveram “subjugados durante 24 anos a um único pensamento”.Pedro do Nascimento Cabral acusou o líder regional socialista de ter deixado uma “herança terrível” ao executivo da coligação e de ter “camuflado” a situação da região com uma maioria absoluta.“Vasco Cordeiro, ao longo dos últimos oito anos, degradou a Região Autónoma dos Açores, prejudicou a Região Autónoma dos Açores, dando mote para que nós