Líder do PSD/Açores diz que atual governo contrasta com maiorias PS de “autoritarismo”
11 de nov. de 2022, 18:42
— Lusa/AO Online
José Manuel
Bolieiro apontou o “diálogo” que tem vindo a ser desenvolvido com a
sociedade açoriana pelo atual Governo dos Açores e pelo parlamento como o
“pendor de afirmação desta governação, que faz toda a diferença, quando
comparada com maiorias absolutas de autoritarismo, de verdade absoluta,
unilateral”.“Hoje, mesmo estando na
oposição, voltam-se a afirmar este espírito, o que é demonstrativo de um
feito, de um caráter, de uma personalidade, quando se esperava que a
passagem à oposição, com o conhecimento e experiência do executivo,
pudesse dar sentido de responsabilidade ao titular de um cargo político
tão relevante como a liderança da oposição”, disse Bolieiro, na sessão
de encerramento das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP e PPM, em Ponta
Delgada.O líder do PSD/Açores considerou
que o Plano e Orçamento dos Açores para 2023 foi construído num quadro
de “responsabilidade política, económica, social e financeira”, tendo
salvaguardado que este é documento com “maior pendor social da história
da autonomia”, que está ao lado das famílias e das empresas.Para
Bolieiro, “não faz sentido juntar às crises reais, resultantes ainda de
uma pandemia nunca dantes experimentada, à situação da inovadora
tendência inflacionista e à situação de guerra, uma artificialidade de
uma crise política governativa", o que é "sinal de irresponsabilidade”. O
líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, também na sessão de encerramento
das jornadas parlamentares do PSD/CDS-PP e PPM, considerou que as forças
políticas que governam a região “colocaram os interesses dos açorianos à
frente dos interesses dos partidos”.De
acordo com o também vice-presidente do Governo dos Açores, “com este
Governo de coligação, as famílias açorianas já estavam mais robustas e
fortalecidas para enfrentar a inflação”, não se tendo “esperado pela
desgraça para tomar medidas”.“Quando
tomamos posse, tomamos com um governo com forte pendor social não
caritativo”, afirmou o dirigente, salvaguardando que se “marcou a
diferença com o socialismo assistencialista que foi seguido durante 20
anos na região”.Paulo Estevão, líder do
PPM, disse que, face à crise económica, financeira e social se esperava
que a oposição “fosse responsável e solidária com o povo dos Açores,
porque há um conjunto de medidas que têm que ser implementadas”.“Vasco
Cordeiro [líder do PS/Açores e deputado no parlamento regional] é,
neste momento, o grande problema para os Açores, porque está a tentar
criar instabilidade e impedir que este conjunto de medidas possa entrar
em vigor o mais rapidamente possível e auxiliar as populações da
região”, declarou Paulo Estevão, que condenou “o seu egoísmo tremendo e
ambição de regresso ao poder”.