Líder do PSD/Açores defende programa rural para os jovens agricultores
27 de mai. de 2020, 16:11
— Lusa/AO Online
José Manuel Boleiro considerou que esta
iniciativa vai além das medidas avulsas avançadas no âmbito do combate
aos impactos económicos e sociais da pandemia da Covid-19, sendo
estruturante para “afirmação da agricultura na próxima década”,
integrando o programa do PSD/Açores.“Ao
contrário de outros, não estamos nos primeiros dias do fim da nossa
vida, mas sim no âmbito de uma proposta para uma década de governação e
de transformação, bem como de uma transição da economia açoriana que
valorize cada vez mais o rendimento dos agricultores e explorações
agrícolas”, declarou o dirigente, aos jornalistas, à saída de um
encontro com a Associação de Jovens Agricultores de São Miguel.O
presidente social-democrata afirmou que “sempre que houver redução da
atividade agrícola e o ajustamento à economia verde, quando for
necessário, os agricultores serão beneficiários da respetiva compensação
financeira, quer por via do mercado quer dos apoios públicos”.José
Manuel Boleiro defende um modelo de compensação anual aos jovens
agricultores que “assuma a reestruturação da sua exploração em modelos
inovadores, assegurando o apoio técnico permanente” e integrando a
plataforma Rural Inova, Observatório de Preços e Custos de Produção,
Apoio Técnico à Distância e Gestão de Compras e Pagamentos a
Fornecedores.“Defendemos que recebam a
totalidade dos apoios ao rendimento desligados da produção e que façam a
mudança que se impõe para aumentar o rendimento das suas famílias”,
disse.Para José Manuel Boleiro, a mulher e
os filhos de um jovem agricultor, que “sejam recursos humanos ativos
das explorações agrícolas ou desenvolvam outras atividades rurais
complementares, devem ter um apoio suplementar na criação e manutenção
dos seus postos de trabalho e concessão de benefícios à exploração
agrícola”.O presidente do PSD/Açores
reiterou que a região deve "substituir medo por confiança" nesta fase de
combate à covid-19, que passa por um maior desconfinamento, devendo-se
"valorizar o mercado interno na circulação de pessoas e bens, quer na
atitude dos açorianos, que necessitam desbloquear-se do medo para
garantir um plano de confiança".