Líder do PSD/Açores apoia Marques Mendes de forma “clara e inequívoca”
Presidenciais
18 de set. de 2025, 17:05
— Lusa/AO Online
“Nós temos, não só a confiança
nas qualidades diferenciadas do doutor Luís Marques Mendes para exercer o
cargo de Presidente da República, neste contexto atual da política
portuguesa e das democracias ocidentais, como também tenho, não só como
cidadão, mas também como militante e dirigente partidário, esta opção de
forma clara e inequívoca”, disse José Manuel Bolieiro aos
jornalistas.O líder do PSD Açores e do
executivo regional açoriano, que falava na Praia da Vitória, na ilha
Terceira, à margem da Conferência Internacional das Lajes, promovida
pela Fundação Luso-Americana Para o Desenvolvimento (FLAD), recordou que
a candidatura do antigo ministro social-democrata e presidente do PSD
(que hoje também se encontrava naquela ilha açoriana) foi, de “forma
muito objetivada”, defendida pelo partido.“E
se as minhas intervenções públicas me forem permitidas fazer apelos ao
voto, fá-lo-ei no sentido de os cidadãos apoiarem e confiarem na
candidatura do doutor Luís Marques Mendes”, disse.Bolieiro
admitiu que a pluralidade de candidaturas tem “um efeito de divergência
de voto”, mas não tem “qualquer dúvida” nas capacidades de Marques
Mendes para o cargo. Na sua opinião, o
eleitor “não deve olhar para uma candidatura presidencial apenas para a
componente partidária, ideológica, doutrinária”, mas também para o
perfil e a personalidade do candidato.E
numa altura em que se começa a discutir o Orçamento do Estado (OE) para
2026, José Manuel Bolieiro disse que é preciso que todos os
intervenientes tenham, no domínio das responsabilidades executivas,
“paciência democrática” para o diálogo e para a harmonização das
diferenças, como tem procurado fazer na sua liderança nos Açores.O social-democrata exortou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, para que “faça este esforço”.“O
diálogo, a paciência democrática, têm mais vantagem na afirmação e
construção de consensos do que - eu diria era uma expressão mais popular
-, ‘um jeito de espalha-brasas’, para fazer congregação e agregação de
vontades”, referiu.Sem abdicar de
princípios e valores, o social-democrata admitiu que é possível fazer
“cedências mútuas” e “garantir convergências para a defesa do superior
interesse nacional”.