Líder do PS/Açores exige solução urgente para reembolsos das viagens aéreas
Hoje 17:24
— Lusa/AO Online
Francisco César garante que o
PS não permitirá que qualquer cidadão seja prejudicado por atrasos,
falhas da plataforma que processa os reembolsos do mecanismo de
continuidade territorial (como é agora designado o antigo subsídio
social de mobilidade) ou pelo incumprimento da lei.Na
sua opinião, compete ao Governo “encontrar rapidamente” uma solução que
assegure o cumprimento integral do regime aprovado pela Assembleia da
República.Segundo o líder dos socialistas
açorianos, continuam por cumprir disposições previstas na lei,
nomeadamente a possibilidade de os CTT efetuarem os reembolsos aos
cidadãos, ao mesmo tempo que persistem dificuldades na plataforma
informática e tempos de resposta incompatíveis com aquilo que está
legalmente estabelecido.“Há famílias que
têm dinheiro a receber e a quem esse dinheiro faz falta. Não podemos
olhar para isto como se estivéssemos apenas a falar de números ou de
processos administrativos. Estamos a falar da vida das pessoas e de um
direito fundamental dos açorianos, que é o direito à mobilidade”,
alertou.Francisco César também considera
que o Governo Regional “não pode assistir passivamente”
às dificuldades sentidas pelos açorianos, devendo assumir “uma posição
firme” junto do Governo da República e “exigir que os direitos dos
residentes no arquipélago sejam efetivamente respeitados”.“Perante
um problema que afeta diretamente milhares de açorianos e condiciona o
exercício do direito à mobilidade, o executivo regional tem a obrigação
de estar ao lado das famílias, das empresas e de todos aqueles que
continuam à espera dos seus reembolsos, em vez de se limitar a assistir
ao prolongamento da situação”, referiu.Francisco
César anunciou que o PS terá uma intervenção concreta logo no início
dos trabalhos parlamentares e o ministro responsável será chamado à
comissão parlamentar, previsivelmente durante o mês de setembro, onde os
socialistas exigirão respostas e uma solução para os constrangimentos
que permanecem.O assunto será igualmente colocado ao primeiro-ministro num próximo debate parlamentar.Caso
o Governo da República continue sem resolver o problema, garante que o
partido avançará com uma iniciativa legislativa para “assegurar que
nenhum açoriano perde o direito ao reembolso devido a atrasos imputáveis
à administração”.“Se a plataforma demorou
a ser atualizada ou se os processos estão a demorar mais tempo a ser
analisados, isso não é responsabilidade dos cidadãos. Se o Governo não
resolver o problema, alteraremos a lei para garantir que ninguém é
prejudicado”, disse.Defendeu ainda que o
Governo deve assumir as consequências caso o incumprimento da lei venha a
provocar prejuízos aos cidadãos, considerando que não é aceitável que
sejam os açorianos a pagar pelas falhas do Estado.Em
março de 2025, o Governo definiu um novo modelo de atribuição do então
subsídio social de mobilidade, criando uma plataforma eletrónica para
que os passageiros dos Açores e da Madeira pudessem fazer o pedido de
reembolso das passagens de forma digital.Criada
em 2015, a atribuição de um reembolso é feita a residentes, residentes
equiparados e estudantes das duas regiões autónomas. O valor reembolsado
resulta da diferença entre o custo elegível da passagem, paga na
íntegra pelo passageiro no ato de compra, e a tarifa máxima suportada
pelo residente, definida por portaria.Nos
Açores, a tarifa máxima suportada pelos residentes nas viagens (ida e
volta) para o continente é de 119 euros e a suportada pelos estudantes é
de 89 euros.Nas ligações entre a Madeira e
o continente, a tarifa máxima para os residentes é de 79 euros e a dos
estudantes de 59 euros, e nas deslocações entre os dois arquipélagos, a
tarifa máxima dos residentes é de 79 euros e a dos estudantes de 59
euros.