Líder do PS/Açores exige esclarecimentos de Bolieiro sobre operação “Last Call”
Hoje 15:46
— Lusa/AO Online
“O
Governo [Regional] tem de dar explicações sobre o que se está a passar,
a começar pelo presidente do Governo Regional, que é o responsável
máximo, e depois verificar se há condições para manter a confiança na
política e nos políticos responsáveis pela condução do turismo na
região”, afirmou Francisco César à agência Lusa e à RTP/Açores após uma
reunião com a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo
dos Açores, em Ponta Delgada.A Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação policial
nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do
favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e
constituiu cinco arguidos.Fonte do
executivo adiantou à agência Lusa que as buscas foram realizadas nas
instalações da Direção Regional do Turismo (em Ponta Delgada e na Horta)
e na Direção Regional do Planeamento e Fundos Estruturais (Angra do
Heroísmo).Francisco César ressalvou
que os envolvidos “têm direito à presunção de inocência”, mas mostrou-se
“preocupado” com a “operação que envolve diretamente o Governo
Regional”.“Onde é que anda o senhor
presidente do Governo Regional? Está desaparecido há uma semana. Há uma
investigação que diz respeito diretamente ao Governo Regional e o
presidente do Governo Regional remete-se ao silêncio. Não aparece em
lado nenhum, apenas em algumas fotografias, ‘selfies’, tiradas em
outro país”, visou.O também deputado na
Assembleia da República defendeu que cabe ao líder do executivo açoriano
“avaliar se há ou não uma diminuição da capacidade de intervenção
do governo na área do turismo”, quando questionado sobre as condições
políticas da secretária do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas para
continuar no cargo.Em comunicado, a PJ
adiantou que a operação "Last Call" foi desenvolvida através da Unidade
Nacional de Combate à Corrupção, tendo sido realizadas buscas nas ilhas
de São Miguel, Terceira e Faial e em Lisboa.“No
âmbito das diligências realizadas, foram recolhidos importantes
elementos de prova dos factos em investigação, tendo sido constituídos
cinco arguidos”, ainda segundo a PJ.A
operação policial permitiu o cumprimento de 14 mandados de busca e
apreensão em domicílios, organismos públicos, associações de direito
privado e escritórios de advogados, “no âmbito do inquérito onde se
investiga a prática dos crimes de fraude na obtenção de subsídio ou
subvenção, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de
poderes”, lê-se na nota.Ainda de acordo
com a PJ, em causa “estão suspeitas do favorecimento de uma companhia
aérea por parte de uma entidade pública, designadamente através de
financiamento ilegal na adjudicação indevida de contratos financiados
pelo Programa Operacional dos Açores 2030”.