Líder do PS/Açores diz que ano letivo arrancou de forma "coxa"
Hoje 17:51
— LUSA/AO Online
“É uma queixa recorrente nos últimos seis anos: as nossas escolas, mesmo que sejam infraestruturas recentes, não têm manutenção”, afirmou Francisco César, salientando que a falta de intervenções atempadas acaba por aumentar os custos.O líder do PS/Açores falava à margem de uma visita à Escola Básica António José de Ávila, na Horta, na ilha do Faial, tendo afirmado que o ano letivo arrancou de forma “coxa” e que o funcionamento das escolas só é possível graças ao esforço dos professores, trabalhadores e conselhos executivos.Citado numa nota de imprensa do partido, Francisco César criticou a falta de manutenção das infraestruturas, a ausência de uma resposta para a profissionalização dos professores e a insuficiência de recursos para garantir o material escolar aos alunos.O líder socialista açoriano criticou ainda “os atrasos em obras das escolas da região, lembrando que há estabelecimentos com intervenções inscritas no Orçamento há cerca de seis anos sem saírem do papel”. Francisco César deu como exemplos a Escola Antero de Quental, em São Miguel, e a Escola Básica António José de Ávila, que hoje visitou e onde “a segunda fase está para avançar há muitos anos”.“Por muito que os professores se esforcem” e os conselhos executivos trabalhem para ultrapassar as dificuldades, “muitas vezes não é possível que os resultados escolares melhorem da forma que nós gostaríamos”, insistiu.Por outro lado, o líder regional socialista considerou existir uma falta de estratégia relativamente à renovação do corpo docente, lembrando que “até 2030 cerca de 30% dos professores" irão aposentar-se.“Neste momento não há via de profissionalização”, lembrou Francisco César, que esta semana já questionou o ministro da Educação sobre a inexistência de vagas nos cursos de profissionalização, ministrados pela Universidade Aberta, para os professores dos Açores.O líder do PS/Açores considerou também “inaceitável” que “sejam os pais a comprar materiais que deveriam ser disponibilizados pelas escolas” e que, “ao fim de quatro ou cinco anos de implementar um sistema, os ‘tablets’ nunca estejam prontos a tempo”.“Temos, sobretudo, um Governo que é passivo na sua ação, espera que os problemas aconteçam para depois os resolver”, disse.