Líder do PS/Açores defende que acordo nas áreas marinhas protege ambiente e pescadores
Hoje 16:32
— Lusa/AO Online
“O
PS esteve a defender a sua responsabilidade ao entrar num processo
negocial diretamente com o presidente do governo com o objetivo, por um
lado, de assegurar a sustentabilidade ambiental das nossas zonas
marinhas protegidas, por outro lado, de assegurar, também, a
sustentabilidade de um setor e de muitas famílias”, afirmou Francisco
César à agência Lusa.O líder dos
socialistas açorianos adiantou que o acordo com o executivo açoriano prevê a possibilidade de pesca de salto e vara nas
zonas de proteção alta, mas impede aquele tipo de pesca nas zonas
totalmente protegidas, como inicialmente defendido pelo PS.“Os
pescadores com este diploma ficam a ganhar. Isso foi feito graças à
responsabilidade que o PS teve em saber negociar com o Governo Regional.
Naturalmente, houve cedências de parte a parte, mas com isso os
pescadores ficaram melhor”, frisou.Na
agenda do plenário de janeiro do parlamento açoriano, que decorre esta
semana, está uma proposta da bancada do PS para permitir a pesca de
atum, com a arte de salto e vara, nas novas áreas marinhas protegidas.O
presidente do PS/Açores adiantou que já foi entregue uma proposta de
substituição integral com as alterações resultantes das negociações
entre o executivo regional e os socialistas.“Em
primeiro lugar, nas zonas com nível de proteção alta, passa a ser
possível, também, a pesca comercial da arte de salto e vara para atum.
Não nas zonas de ‘no take’ [proteção total], mas nas zonas de proteção
de nível elevado passa a ser permitido esta arte de pesca que não é
danosa diretamente para o ecossistema”, detalhou.O
diploma prevê uma “majoração do apoio à pesca comercial com arte de
salto e vara” e a “criação de um plano de cogestão para o setor”, além
de um “reforço da capacitação técnica das associações representativas”
da pesca do atum.Segundo disse, a majoração dos apoios “não está quantificada”, mas essa “obrigatoriedade fica estabelecida nos termos da lei”.O
diploma prevê, também, a manutenção do Programa de Observação para as
Pescas dos Açores, a criação de “sistemas de monitorização” e a
obrigação do Governo Regional transferir em 90 dias as verbas
provenientes do Fundo Ambiental nacional destinadas ao plano de
reestruturação das pescas.“Este decreto
legislativo regional consegue garantir que mal o dinheiro seja
efetivamente entregue pelo Governo da República ao Governo Regional, no
espaço de 90 dias após o recebimento, será transferido para os
pescadores”, destacou.Francisco César
elogiou o trabalho do grupo parlamentar do PS e confirmou que o acordo
vai fazer com que a coligação PSD/CDS-PP/PPM viabilize o diploma do PS
na Assembleia Regional.