Líder do PS/Açores defende clareza e responsabilidade política
Irão
Hoje 09:48
— Lusa/AO Online
“Estamos perante uma situação de
enorme dimensão e impacto internacional. Exigia-se uma reação mais
célere e politicamente clara”, afirmou Francisco César, numa nota de
imprensa, onde alerta para os riscos de agravamento da instabilidade e
das suas consequências para a segurança internacional.Francisco César reagia assim às recentes declarações do presidente do Governo dos Açores sobre esta operação militar.“O
risco de escalada é evidente e as consequências podem ser profundamente
desestabilizadoras”, alertou o socialista, citado na nota.O líder do PS/Açores sublinhou ainda que “qualquer ação militar tem de respeitar o Direito Internacional". "Ataques
preventivos apenas encontram legitimidade perante uma ameaça iminente
claramente demonstrável. A erosão destas regras constitui um precedente
perigoso para a ordem global", afirmou.Francisco
César afirmou que "o regime iraniano é um regime de natureza
profundamente autocrática, com um histórico de atuação desestabilizadora
a nível regional e potencialmente global”, acrescentando que “a
prossecução de capacidades nucleares militares é incompatível com a
segurança internacional e deve ser firmemente rejeitada”.Nesse
sentido, defendeu que “o diálogo e a negociação continuam a ser o único
caminho sustentável para reduzir tensões e evitar uma escalada
prolongada", lamentando o "fracasso dos esforços diplomáticos que
poderiam ter prevenido o atual cenário".Francisco
César sublinhou que “a existência de vítimas civis é profundamente
lamentável” e apelou a todas as partes para atuarem “com máxima
contenção e respeito pelo direito humanitário internacional”.O
líder do PS/Açores defendeu também “a cessação urgente das
hostilidades, a retoma imediata dos canais diplomáticos multilaterais e o
reforço do papel da comunidade internacional na estabilização da
região”, considerando que “só uma resposta responsável e coordenada
poderá preservar a paz e a segurança internacionais”.