Líder do PAN diz que “existem tiques ditatoriais” na região
Açores/Eleições
22 de out. de 2020, 16:21
— Lusa/AO Online
Não
podemos continuar a ter uma maioria absoluta. Obviamente que existem
tiques ditatoriais”, declarou o dirigente no âmbito de uma ação de rua
na baixa de Ponta Delgada, no penúltimo dia de campanha eleitoral para
as legislativas regionais de domingo.Pedro
Neves acentuou que não quer “apoiar um governo socialista mas sim dar a
voz aos açorianos: temos o nosso programa e alertas vermelhos que um
governo do PS nunca irá acompanhar”.“Nós
queremos que as pessoas votem no PAN, vamos continuar a ser isentos, não
vamos dar a voz do PAN para ajudar o governo do PS”, disse,
acrescentando que “existe um medo instalado por parte dos açorianos”.O
dirigente recordou que “80% dos açorianos são empregados do Governo
Regional e isso demonstra o medo que poderá existir”, lembrando que no
“domingo o voto é secreto” e que, se o PAN se chegar ao parlamento dos
Açores, vai trabalhar para “mudar os indicadores da região há mais de 20
anos”.Os socialistas vencem eleições
legislativas nos Açores há 24 anos, mas têm vindo a reduzir a
percentagem de votos desde 2004, numa região onde o melhor resultado foi
obtido pelo PSD de Mota Amaral.Depois de
obter 49,16% no ano 2000, em 2004 o PS venceu com 56,96% dos votos
expressos, em 2008 com 49,96%, em 2012 com 48,98% e em 2016 com 46,43%.
Em 1996, na primeira eleição de Carlos César, chegou aos 45,79%.Os
Açores têm vindo a registar, entretanto, os maiores valores de
abstenção do país, sendo que nas eleições para a Assembleia Legislativa
Regional de 2016 se registou na ilha de São Miguel, a maior e mais
populosa, uma taxa de 63,1%, segundo a plataforma Pordata, na sua edição
de 2020 do retrato da região.Nas
anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos
votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra
30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do
CDS-PP (quatro mandatos).O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.