Líder do Governo dos Açores exorta administração da EDA a dialogar com trabalhadores
17 de nov. de 2022, 14:21
— Lusa/AO Online
“Exorto sempre, em todas
as circunstâncias, ao diálogo, à concertação e à capacidade de consenso.
Normalmente recomenda-se que haja cedências de parte a parte, mas
depois que se entendam no essencial”, afirmou Bolieiro, na sede da
Presidência, em Ponta Delgada.O líder do
executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas após ter
recebido os trabalhadores da EDA, que realizaram uma marcha para se
manifestarem contra a recusa da administração em negociar aumentos na
tabela salarial.“Exorto e tenho confiança no conselho de administração da empresa para o diálogo e concertação”, reforçou Bolieiro.O
presidente do Governo Regional revelou que já conversou com o
presidente da EDA, Nuno Pimentel, sobre as reivindicações, avançando que
a administração tem “total disponibilidade” para “dialogar” com os
trabalhadores.Bolieiro realçou ainda que,
quando soube do protesto, “prontamente agendou o seu dia de modo” a
receber os funcionários da elétrica açoriana.“Estou
sempre solidário com o diálogo e a concertação democrática e social, de
que sou um exemplo. Gostava que essa seja uma referência na vida plural
e democrática dos Açores e em particular na relação entre empresas e
trabalhadores, administrações e sindicatos”, assinalou.Na
quarta-feira, em declarações à agência Lusa, o coordenador da Comissão
de Trabalhadores, Carlos Caetano Martins, explicou que existiram
reuniões entre os sindicatos e a administração da empresa até junho.“Não
se tendo chegado a um acordo final” naquelas reuniões, detalhou o
trabalhador, ficou acordado realizar um primeiro aumento salarial em
junho e a abrir uma ronda negocial em setembro para discutir alterações à
tabela salarial.“Chegados a setembro, a
postura da administração da empresa mudou completamente. Agora, em vez
de quererem negociar a tabela salarial tal como tinha sido acordado no
primeiro semestre do ano, apresentaram uma compensação extraordinária
pontual”, criticou.Carlos Caetano Martins
afirmou que tal proposta “criou muito mal-estar entre os trabalhadores e
a administração” porque “não foi isso que tinha sido acordado”.Devido
à “recusa da administração em negociar”, os trabalhadores solicitaram
em outubro um pedido de audiência ao líder do Governo dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM), o social-democrata José Manuel Bolieiro, mas não
obtiveram qualquer resposta até à marcação do protesto.A
EDA é detida em 50,1% pela Região Autónoma dos Açores, em 39,7% pela
ESA - Energia e Serviços dos Açores (grupo Bensaude), em 10% pela EDP,
estando o restante capital social distribuído por pequenos acionistas.