Líder do governo açoriano pede esforço para soluções no Subsídio de Mobilidade
Hoje 09:26
— Lusa/AO Online
“Não
posso deixar de reconhecer, como qualquer pessoa com inteligência e
conhecimento, da complexidade de situação, de que isso não é de solução
fácil porque tem a sua complexidade. O esforço é encontrar soluções para
a complexidade”, afirmou José Manuel Bolieiro.O
líder do executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM) falava aos jornalistas à
margem de uma cerimónia em Ponta Delgada, quando questionado sobre a
circunstância de a plataforma eletrónica do Subsídio Social de
Mobilidade (SSM) ainda solicitar o recibo da viagem para efeitos de
reembolso, apesar de o ministro ter garantido que a apresentação daquele
documento vai deixar de ser uma exigência.Bolieiro
insistiu que o SSM devia seguir o modelo da Tarifa Açores (criado pelo
Governo Regional para as viagens interilhas), onde o “passageiro paga
apenas o preço que está administrativamente fixado”.O
presidente do Governo Regional disse estar em causa o “princípio da
continuidade territorial” e lembrou que o executivo levou ao parlamento
açoriano uma anteproposta de lei para alterar o modelo do SSM, diploma
que está atualmente na Assembleia da República.“O Governo da República e os açorianos sabem bem qual é a posição do Governo dos Açores sobre essa matéria”, vincou.Questionado
também sobre a saída da companhia aérea de baixo custo Ryanair nos
Açores este mês, José Manuel Bolieiro disse tratar-se do "funcionamento
da economia de mercado".“A verdade é que
são eles que estão num negócio no funcionamento de uma economia de
mercado. Eles não tomaram decisões pelo Governo [Regional], nem o
governo tomará as decisões pela empresa”, realçou.O
Subsídio Social de Mobilidade já conta com quase 30 mil inscritos na
plataforma e o Governo quer eliminar a necessidade de os passageiros
adiantarem a totalidade do custo das viagens para as regiões autónomas
antes do verão, revelou o ministro das Infraestruturas na quarta-feira.Miguel
Pinto Luz anunciou também mudanças no funcionamento do apoio,
nomeadamente a simplificação do processo de submissão, referindo que
será retirada “a obrigatoriedade de introdução do recibo do pagamento da
viagem, dando resposta a uma das dificuldades mais reportadas pelos
utilizadores”.Criado em 2015, o Subsídio
Social de Mobilidade prevê a atribuição de um reembolso a residentes,
residentes equiparados e estudantes das duas regiões autónomas, que
resulta da diferença entre o custo elegível da passagem, paga na íntegra
pelo passageiro, e a tarifa máxima suportada pelo residente, definida
por portaria.Nos Açores, a tarifa máxima
suportada pelos residentes nas viagens (ida e volta) para o continente é
de 119 euros e a suportada pelos estudantes é de 89 euros, havendo um
limite de 600 euros no custo elegível da passagem.