Líder do CDS destaca reedição de "Aliança Democrática de boa memória"
Açores/Eleições«
11 de nov. de 2020, 16:08
— Lusa/AO Online
Em comunicado, o
presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, salienta que a
indigitação de José Manuel Bolieiro (PSD) como próximo presidente do
Governo Regional dos Açores marca o término do "ciclo socialista de 24
anos na região" e o início de "um novo em que o CDS participa de forma
incontornável"."O CDS, comprometido em
virar esta página de estagnação e definhamento, celebrou um acordo de
Governo assinado com o PSD e o PPM, reeditou a Aliança Democrática de
boa memória, com profundo respeito pelo sentido de mudança que os
açorianos expressaram em urnas", apontou, numa nota que não faz qualquer
referência ao apoio do Chega a esta solução governativa. O
líder centrista defendeu que as eleições regionais de 25 de outubro
foram "uma prova largamente superada" para o partido, salientando que
"ficou claro que à direita lidera o CDS". Rodrigues
dos Santos assinalou igualmente que "os ventos de mudança que sopraram
nos Açores tornaram evidente para todo o país que o CDS é a direita que
une, respeita a autonomia e não tem, ao contrário de outros, hesitações
na oposição ao socialismo"."Por outro
lado, tornou claros os sinais de fim de ciclo socialista, que deixou os
Açores, ao final de 24 anos de poder, com as mais altas taxas do país ao
nível da pobreza, do abandono escolar precoce, da dependência do
rendimento social de inserção e no último lugar no índice de
desenvolvimento e coesão territorial", acrescentou. "Confiamos
que os novos ventos dos Açores cheguem também ao resto do país,
anunciando o fim do ciclo socialista", lê-se igualmente na nota
distribuída aos jornalistas. De acordo com Francisco Rodrigues dos Santos, "o CDS está definitivamente embalado para o futuro"."Já
mostrámos que somos capazes e o CDS, como partido insubstituível na
democracia portuguesa, está cada vez mais forte e determinado em
construir uma solução à direita para governar Portugal", concretizou. O
presidente do CDS criticou ainda as "sondagens que maldosamente
insistem em anunciar" a "morte política" do partido, e destacou que "o
CDS é a terceira força política nos Açores, teve mais votos que o BE e o
PCP juntos e faz parte da nova solução de Governo da Região". Francisco
Rodrigues dos Santos deixou ainda uma "palavra de grande apreço" ao
líder do CDS/Açores e vice-presidente nacional, Artur Lima, "pela sua
liderança e notável trabalho que conduziu o CDS, pela primeira vez na
história, ao Governo da Região Autónoma dos Açores". O
representante da República no arquipélago, Pedro Catarino, indigitou no
sábado o líder do PSD/Açores, José Manuel Bolieiro, presidente do
Governo Regional, na sequência das eleições de 25 de outubro,
justificando a decisão com o facto de a coligação PSD/CDS-PP/PPM (26
deputados) ter o apoio parlamentar do Chega (dois deputados) e do
Iniciativa Liberal (um deputado), garantindo assim maioria absoluta no
hemiciclo regional, com 29 dos 57 lugares.O
PS venceu as eleições legislativas regionais, no dia 25 de outubro, mas
perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo 25
deputados.A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para 16 de novembro. Depois
da tomada de posse, que deverá acontecer até final de novembro, o
programa do executivo terá de ser entregue na Assembleia Legislativa em
10 dias.