Líder de grupo iraquiano ameaça EUA com resposta tão forte como a iraniana
8 de jan. de 2020, 11:23
— Lusa/AO Online
Numa mensagem
publicada na rede social Twitter, Qais al-Khazali declarou que essa
“resposta (...) não seria menos importante que a resposta iraniana".Numa
mensagem publicada na rede social Twitter, Al-Khazali, colocado há
alguns dias na lista norte-americana de "terroristas", evocou que "a
primeira resposta iraniana ao assassínio do comandante martirizado
Soleimani" já havia ocorrido."Chegou a hora da primeira resposta iraquiana ao assassínio do comandante mártir (Abou Mehdi al-)Mouhandis", acrescentou.Mais
de uma dúzia de mísseis iranianos foram lançados na quarta-feira de
madrugada contra duas bases iraquianas, em Ain al-Assad e Arbil, que
albergam tropas norte-americanas.Esta ação
foi assumida pelos Guardas da Revolução iranianos como uma “operação de
vingança” da morte do general Qassem Soleimani, comandante da força de
elite Al-Quds, que morreu na sexta-feira num ataque aéreo em Bagdad,
capital do Iraque, ordenado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.Neste
ataque, também morreu Abou Mehdi al-Mouhandis, um dos líderes do Hachd
al-Chaabi (Mobilização Popular), uma coligação paramilitar de iraquianos
pró-Irão.O Departamento de Defesa
norte-americano confirmou que "mais de uma dúzia de mísseis" iranianos
foram disparados contra as duas bases, mas não indicou se resultaram
vítimas dos ataques. Na sua conta no
Twitter, numa primeira reação, Trump disse que “está tudo bem”,
sublinhando que estava em curso a avaliação de vítimas e danos, e
prometeu pronunciar-se hoje sobre a situação. A
televisão estatal iraniana referiu que esta operação militar foi
designada “Mártir Soleimani” e desencadeada pela divisão aeroespacial
dos Guardas da Revolução, que controlam o programa de mísseis iranianos.A
base aérea de Ain al-Assad foi a primeira utilizada pelos forças
militares norte-americanas após a invasão do Iraque em 2003 destinada a
derrubar Saddam Hussein. As forças dos EUA permaneceram estacionadas no
local quando foi desencadeado o combate no Iraque e na Síria contra o
grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico. O Irão
ameaçou ainda atacar “no interior dos EUA", “Israel” e “aliados dos
EUA”, segundo os Guardas da Revolução, na eventualidade de haver uma
retaliação norte-americana.A autoridade
federal norte-americana para a aviação (FAA) proibiu aviões e pilotos
comerciais norte-americanos de voarem sobre áreas do Iraque, Irão, do
Golfo Pérsico e do Golfo de Omã.