Líder de empresários diz que economia açoriana está “nos corredores das urgências”
25 de nov. de 2020, 18:09
— Lusa/AO Online
Mário Fortuna declarou que a pandemia
“veio exacerbar alguns dos problemas" que a CCIPD tinha identificado,
estando a economia “nos corredores das urgências, não se tendo chegado
ainda ao tratamento devido”.Fortuna falava
durante uma videoconferência subordinada ao tema “Plano de Recuperação
Económica – Oportunidades e Desafios para os Açores”, promovida pela
Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, no âmbito do seu 185.º
aniversário.O dirigente associativo disse
que “infelizmente os recursos tardam a chegar”, mas está “animado por
haver um novo quadro comunitário de apoio que entrará em vigor muito em
breve, acoplado com o plano de recuperação que foi visado pela União
Europeia”.Mário Fortuna, a par destes
novos recursos, está a contar com “políticas novas” e, o facto de haver
um novo governo nos Açores, “permite perspetivar algumas opções que são
urgentes, necessárias”.Para o também
economista e professor universitário, o “grande objetivo é recuperar a
normalização na área da saúde, porventura uma saúde nova e equilibrada
para novas exigências”, a par da recuperação do emprego sustentável,
dispensando medidas como o ‘lay-off’ e outras que estão a combater o
desemprego.O presidente da CCIPD quer
“criar uma base económica mais sólida, tratando dos pilares da economia,
alguns dos quais necessitando de reforço para não caírem, havendo que
acrescentar outros novos” como a investigação, além da agricultura, das
pescas e do turismo.“Nos objetivos
intermédios, e é nesses que temos de atuar imediatamente, é preciso
amparar a queda da economia, alterando o mais possível para que não haja
uma desestruturação da qual seja quase impossível recuperar”, declarou o
líder dos empresários.Mário Fortuna
entende que se deve também trabalhar no “relançamento da economia” para
além da pandemia, uma vez que a história revela que “as pandemias não
duraram para sempre e tiveram intensidades diferentes”. Outras
das metas em que o dirigente da CCIPD entende que se deve trabalhar é
na “resiliência da economia, aprendendo com as fragilidades em que se
foi apanhado na situação corrente”.