Líder da UEFA não concorre à presidência da FIFA mas pede demissão de Infantino
Hoje 16:55
— Lusa/AO Online
Aleksander
Ceferin, o presidente da União das Associações Europeias de Futebol
(UEFA, na sigla em inglês), disse que, se Infantino não renunciar, irá
enfrentar um desafio à liderança em março.Infantino
tem sido pressionado após ter divulgado um plano para permitir a
entrada de capital privado, através de uma empresa, a FIFA Forward
Enterprise (FFE), na comercialização das competições internacionais de
futebol."Uma opção é que ele [Infantino]
perceba que não tem apoio, e isto não se refere apenas ao apoio político
daqueles que votam, mas também ao apoio político da comunidade
futebolística, ao apoio político dos adeptos, ao apoio político dos
jogadores, ex-jogadores e treinadores", disse Ceferin, em entrevista ao
podcast britânico "The Rest is Politics: Leading", que será transmitida esta segunda-feira.“E a segunda opção é que se candidate
às eleições em março, mas, nesse caso, penso que terá um candidato
contra ele. Ainda não sei quem”, acrescentou o líder da UEFA.De
momento, Infantino, presidente da FIFA desde 2016, é o único candidato e
a data limite para apresentação de candidaturas está marcada para 18
novembro. A eleição está marcada para março de 2027, em Marrocos.Apesar
de ser amplamente visto como um potencial adversário de Infantino,
Ceferin, de 58 anos, manifestou compromisso com a UEFA.“Não
estou interessado por dois motivos. Um deles é que adoro a UEFA e adoro
trabalhar aqui, e acho que a certa altura (…) estará na altura de
também aproveitar um pouco a vida", explicou o esloveno.“E o segundo ponto é que a minha credibilidade é muito, muito maior se não estiver interessado no cargo”, acrescentou Ceferin.Os comentários do presidente da UEFA foram extraídos do podcast e publicados no domingo pelos meios de comunicação britânicos.Na
quarta-feira, o presidente executivo da Federação galesa de Futebol,
Noel Mooney, pediu de forma pública a demissão de Gianni Infantino.O
País de Gales foi a primeira nação membro da UEFA a retirar, no início
do mês, o apoio a Infantino. No início de agosto, a Escócia tinha também
retirado o apoio à reeleição do ítalo-suíço.O
projeto da FFE previa a angariação de até 4,2 mil milhões de dólares
(3,64 mil milhões de euros) através da alienação de uma quota
minoritária de até 20% a investidores privados.Entre
os potenciais interessados figurava o fundo Thrive Eternal, fundado por
Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.As
confederações da Europa, Ásia e América do Norte, Central e Caraíbas
acusaram o presidente da FIFA de ter abandonado o seu dever, ao
colocar-se “acima do coletivo que lhe confiou autoridade”.