Líder da oposição venezuelana González Urrutia celebra libertação de presos políticos

Hoje 11:55 — Lusa/AO Online

"A libertação de vários presos políticos ocorrida hoje não exigiu uma lei para se dar. Estou feliz por eles estarem fora dos calabouços", declarou o líder da oposição, num contexto em que se espera a aprovação de uma lei de amnistia para os presos políticos na Venezuela. Na rede social X González Urrutia enfatizou que estas libertações "não equivalem a liberdade plena", uma vez que os processos permanecem em aberto e as medidas restritivas persistem. "Continuamos a exigir a libertação plena e imediata de todos os presos políticos e o fim definitivo dos processos judiciais arbitrários", afirmou o líder da oposição, que reivindica a presidência da Venezuela desde o exílio, alegando ter derrotado Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024. O dirigente da oposição Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado e um dos mais acérrimos críticos do chavismo, foi libertado. Os ativistas políticos Aldo Rosso, Naomi Arnaudez, Albany Colmenares e Nikoll Arteaga também foram libertados, segundo relatos dos partidos da oposição Vontade Popular e Vento Venezuela na rede social X. Foro Penal — organização que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela — confirmou 11 libertações, mas indicou que estão a acontecer outras. Estas libertações fazem parte de um processo de libertação de reclusos anunciado há um mês pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, após a detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos. Pelo menos 391 presos políticos foram libertados na Venezuela, segundo uma contagem publicada no sábado pela maior coligação da oposição, enquanto a organização não-governamental contabiliza 383. O Governo afirma que o processo de libertação começou em dezembro de 2015 e que, desde então, cerca de 895 pessoas foram libertadas com medidas cautelares, embora não tenha publicado listas que permitam a verificação dos casos.