Líder da oposição na Venezuela diz que situação dos presos políticos é criminosa
9 de dez. de 2024, 11:16
— Lusa/AO Online
“Em
julho eram 300 pessoas [detidas por razões políticas], mas depois da sua
monumental derrota eleitoral, [Nicolas] Maduro e o seu regime elevaram
esse número para mais de 2.000 presos políticos”, disse num áudio
partilhado na rede social X.A ex-deputada
afirmou também que todos os “presos políticos” são “inocentes” e “foram
detidos por dizerem a verdade, por exigirem que a lei seja cumprida”.“Entre
eles há crianças, jovens, mulheres, idosos e até pessoas com
deficiência. Todos eles sofrem algum tipo de maus tratos físicos e
psicológicos. Todos eles precisam de nós para recuperar a sua
liberdade”, apelou a dirigente da oposição.Machado
apelou aos venezuelanos para que não fiquem “indiferentes” a esta
situação, salientando que devem “tomar medidas”, sem especificar quais.“Façamos
o bem, protejamos os nossos irmãos e irmãs que sofrem e, quando
chamados, deem a vossa contribuição, individual, pequena, média, grande,
para materializar a mudança que estamos a construir e que decretámos a
28 de julho”, nas últimas eleições presidenciais, concluiu.No
sábado, a Comissão de Direitos Humanos do partido político Vente
Venezuela (VV), liderado por Machado, denunciou que os considerados
presos políticos que se encontram numa prisão no norte do país, em
Aragua, estão a receber uma alimentação deficiente, o que, segundo a
comissão, os fez perder peso.A formação
também disse que esta situação causou “complicações de saúde” nos
detidos, sobretudo os que já se encontravam doentes.A
ONG Observatorio Venezolano de Prisiones (OVP) instou o Estado a
libertar todos os considerados “presos políticos” sem “restrições”,
apontando que a todos “foi negado o direito de constituir um advogado de
confiança”.