Líder da CGTP recusa visão "cor-de-rosa" da situação laboral em Portugal
27 de fev. de 2020, 12:25
— Lusa/AO Online
“Antevejo
muita luta. O que nós vemos é que os trabalhadores têm baixíssimos
salários. Somos um país com um modelo de baixos salários o que é
completamente inaceitável e temos uma situação em que existe cada vez
mais precariedade nos vínculos laborais”, disse à Lusa Isabel Camarinha.Para
a nova secretária geral da CGTP, a criação de emprego em Portugal é
caracterizada por vínculos precários, “longas horas de trabalho, com
horários desregulados” o que exige, defende, a redução do horário de
trabalho para as 35 horas e a regulação dos horários de trabalho.Camarinha
sublinha que “não há investimento” nos serviços públicos ao mesmo tempo
em que se assiste à “desvalorização” da Administração Pública e à
“degradação” dos serviços por falta de investimento.“Depois
há essa visão cor-de-rosa em que o Governo acha que está tudo bem, que
não há problema nenhum: tem excedente orçamental e dá milhões e milhões
aos bancos, nomeadamente ao Novo Banco”, acusa.“Consideramos
que as opções que estão a ser tomadas são as opções erradas, não vão ao
encontro das necessidades nem do país e nem dos trabalhadores. O que
exigimos é um aumento geral dos salários para todos os trabalhadores –
setor público e setor privado - e o aumento salarial de 90 euros, este
ano, e um salário mínimo de 850 euros no mais curto prazo”, disse ainda a
secretária geral da CGTP.Antes do Dia do
Trabalhador, a central sindical vai mobilizar-se para assinalar o dia
Internacional da Mulher (08 de março) com ações em locais de trabalho
por todo o país, “em defesa da igualdade e dos direitos das mulheres
trabalhadoras”. No dia 26 de março a CGTP
organiza a “Manifestação dos Jovens Trabalhadores” pela luta contra a
precariedade e de trabalho com direitos.