Líder da Bielorrússia diz que pretende participar no Conselho de Paz de Trump
Hoje 17:40
— Lusa/AO Online
“Sem dúvida, participaremos
nesse Conselho a nível presidencial”, afirmou Alexander Lukashenko,
citado pela agência de notícias estatal BELTA.“Talvez não em Washington, mas em algum lugar da Europa ou do Médio Oriente (...) seria apropriado estarmos lá”, acrescentou.Ao
mesmo tempo, Lukashenko garantiu que a posição da Bielorrússia no
Conselho de Paz será a mesma da Rússia, que ainda não tomou uma decisão
sobre a participação.“Naturalmente, essa
posição, tanto da Rússia como da Bielorrússia, será unificada.
Desenvolveremos uma posição única, porque partilhamos os mesmos pontos
de vista”, disse.Neste sentido, adiantou que planeia abordar esse assunto com o homólogo russo, Vladimir Putin, no dia 26 de fevereiro.Anteriormente,
o serviço de imprensa da presidência bielorrussa avançou que Lukasheko
não vai participar na primeira reunião do Conselho de Paz devido a uma
agenda lotada e dificuldades logísticas, em referência às sanções
europeias contra o Presidente bielorrusso, que o impedem, em particular,
de viajar para países da União Europeia.No
domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os
países membros do Conselho de Paz, criado para resolver conflitos
mundiais, vão destinar mais de cinco mil milhões de dólares (cerca de
4,2 mil milhões de euros ao câmbio atual) a "iniciativas humanitárias e
de reconstrução" na Faixa de Gaza.A nova organização internacional realizou uma primeira reunião em Davos, na Suíça, em 22 de janeiro.Pelo
menos 35 chefes de Estado e de Governo, incluindo Israel, Argentina,
Arábia Saudita e Egito, aceitaram integrar aquela entidade, enquanto
outras nações, como França, Espanha e Suécia, recusaram.A
maioria dos membros fundadores são aliados de Trump e já tinha
manifestado apoio, enquanto as grandes potências e quase todos os países
europeus se mostraram reticentes em aderir, considerando que o Conselho
enfraquece a ONU.O estatuto da entidade
confere amplos poderes ao presidente, neste caso Trump, como o direito
de veto ou de definir a agenda, e prevê mandatos permanentes para os
maiores contribuintes financeiros.