Líder bielorrusso e aliado de Moscovo Lukashenko inicia visita à China
Ucrânia
28 de fev. de 2023, 10:40
— Lusa/AO Online
Para
a China, esta visita é uma “oportunidade para promover o
desenvolvimento da cooperação geral entre os dois países”. Lukashenko é
um aliado próximo do líder russo, Vladimir Putin. Também Pequim tem
reafirmado a “solidez” das suas relações com Moscovo.Os
Estados Unidos afirmaram que a China está a considerar fornecer
assistência militar à Rússia. Em resposta, Pequim acusou Washington de
lançar uma “campanha de difamação” contra o país asiático e disse que
está comprometida em promover negociações para a paz, apontando que são
Washington e os países aliados quem estão a alimentar o conflito, ao
fornecer armas defensivas à Ucrânia.“Os
Estados Unidos não têm o direito de apontar o dedo às relações China -
Rússia. Não vamos aceitar de forma alguma a pressão e coerção dos EUA”,
disse, na segunda-feira, a porta-voz do ministério dos Negócios
Estrangeiros, Mao Ning, em conferência de imprensa.A
China afirmou ser neutra no conflito, mas mantém uma relação “sem
limites” com a Rússia e recusou-se a criticar a invasão da Ucrânia. Pequim
acusou os EUA e a NATO de provocarem o conflito e condenou as sanções
contra a Rússia e entidades que auxiliaram os esforços militares de
Moscovo.Na semana passada, estas sanções
foram ampliadas para incluir uma empresa chinesa, a Spacety China, que
forneceu imagens de satélite da Ucrânia a afiliadas do grupo Wagner
Group, um empreiteiro militar russo, propriedade de um associado próximo
de Vladimir Putin. Uma subsidiária da Spacety China com sede no
Luxemburgo também foi alvo das sanções.A
Bielorrússia prestou forte apoio a Moscovo, permitindo que o seu
território fosse usado como base para a invasão inicial da Ucrânia há um
ano. A Bielorrússia continua a hospedar tropas russas, aviões de guerra
e outras armas.A China há muito mantém
laços próximos com Lukashenko, o único presidente da Bielorrússia, desde
que o cargo foi criado, em 1994. Lukashenko esmagou os protestos de
2020 contra a sua disputada reeleição, numa votação que a oposição e os
países ocidentais consideraram fraudulenta.Apesar
da sua brutalidade, a repressão exercida por Lukashenko não conseguiu
eliminar por completo a oposição. No domingo, guerrilheiros bielorrussos
atacaram uma base aérea militar que hospeda aviões de guerra russos
perto de Minsk, segundo ativistas.A
organização da oposição bielorrussa BYPOL disse que uma aeronave de
alerta e controlo A-50 ficou gravemente danificada no ataque à base de
Machulishchy. Os ativistas não forneceram evidências para apoiar as alegações, que não puderam ser verificadas de forma independente. As
autoridades bielorrussas e russas não fizeram comentários, mas
Lukashenko instou as autoridades militares e de segurança na
segunda-feira a endurecerem a disciplina.