Libertação da faixa TDT arranca em janeiro e vai durar "cerca de 6 meses"
22 de ago. de 2019, 15:01
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a
Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) refere que "aprovou o
sentido provável de decisão relativo às alterações" da rede TDT, "no
contexto da libertação da faixa MHz [Megahertz], necessária ao
desenvolvimento do 5G [quinta geração móvel], cujo processo está a
decorrer conforme o programado e de acordo com as determinações
europeias".As alterações da rede TDT
"serão feitas de forma gradual, num processo que demorará cerca de seis
meses e que terá início em janeiro, na zona sul do país", refere o
regulador, que acrescenta que o projeto de decisão "compreende a
definição das alterações técnicas que a Meo [Altice] terá de introduzir
na rede de TDT, a metodologia a utilizar e o respetivo faseamento".No
último trimestre deste ano, mais concretamente na segunda quinzena de
novembro, "está prevista a realização de um teste piloto para aferir a
metodologia e as ações previstas de apoio ao utilizador, previamente e
num ambiente limitado", refere a Anacom.O processo de libertação da faixa leva a que os clientes da TDT sintonizem o canal noutra frequência."Este
processo não terá qualquer impacto numa parte dos utilizadores de TDT,
designadamente aqueles que já estão a utilizar os canais 40, 42, 45, 46,
47 e 48", uma vez que estes se vão manter em funcionamento."Os
utilizadores que serão impactados – aqueles que estão a usar o canal
49, 54, 55 e 56 – terão de proceder à ressintonia dos seus equipamentos
recetores, não sendo necessária a reorientação das respetivas antenas de
receção", acrescenta.O processo de
libertação da faixa arranca em janeiro no sul do país (Algarve), com a
Anacom a indicar que tal irá "ocorrer entre a segunda e terceira
semana".O processo de migração nas ilhas – Açores e Madeira – irá "ocorrer em junho de 2020"."A
Anacom considera essencial assegurar um apoio eficaz aos utilizadores
que privilegie o esclarecimento e a resolução de eventuais dificuldades,
importando para o efeito assegurar diversos canais de atendimento aos
cidadãos", refere o regulador.Nesse
sentido, a Anacom considera "fundamental" o apoio presencial neste
processo, "pelo que irá assegurar que a população mais idosa e/ou com
mais dificuldades em compreender os passos a seguir para a sintonia das
novas frequências terá o acompanhamento adequado".O
regulador vai também assegurar a supervisão das diversas modalidades de
atendimento e apoio ao utilizador, contando para tal "com a colaboração
da Agência para a Modernização Administrativa (AMA), da Associação
Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Associação Nacional de
Freguesias (Anafre)".Esta proposta de
decisão é agora submetida a consulta pública durante 20 dias, sendo que
os contributos poderão ser enviados para migracao.tdt@anacom.pt."Conforme
explicitado no roteiro nacional, optou-se pela adoção do cenário mais
simples de migração, através da manutenção da tecnologia atual e sem
necessidade de qualquer período de transmissão simultânea", refere o
regulador."A adoção deste cenário, que foi
considerado nos vários estudos efetuados e corresponde à posição
convergente que emergiu do 'workshop' sobre o futuro da TDT organizado
pela Anacom, não põe em causa nem viabiliza qualquer solução que se
venha a adotar para o futuro alargamento da oferta da TDT em Portugal",
acrescenta."Neste cenário continua também a
existir capacidade disponível na rede para poderem ser criados dois
novos canais em sinal aberto, em definição 'standard', tal como acontece
hoje", concluiu a Anacom.