Lesados exigem hoje no Porto devolução da totalidade das poupanças
BES
4 de ago. de 2020, 10:16
— Lusa/AO Online
Clientes
bancários que se juntaram nesta associação têm vindo a organizar
manifestações em que exigem as poupanças investidas no BES, argumentando
que inicialmente o Banco de Portugal lhes garantiu que essas estavam
protegidas por uma provisão de 1.837 milhões de euros que obrigou o BES a
fazer e que passou para o Novo Banco aquando da resolução, em agosto de
2014. Estes clientes acusam as
autoridades de terem usado o dinheiro dessa provisão para pagar a outras
entidades, como outros bancos a quem BES tinha dívidas.Este
grupo de lesados colocou-se à margem das negociações levadas a cabo
pela Associação dos Enganados e Indignados do Papel Comercial (AIEPC)
para devolução aos lesados de parte do valor investido, exigindo a
devolução da totalidade do dinheiro que perderam em aplicações que lhes
asseguraram ser “garantidas”.O BES, tal
como era conhecido, acabou em agosto de 2014, deixando milhares de
pessoas lesadas devido a investimentos feitos no banco ou em empresas do
Grupo Espírito Santo.O Banco de Portugal,
através de uma medida de resolução, tomou conta da instituição fundada
pela família Espírito Santo e anunciou a sua separação, ficando os
ativos e passivos de qualidade num ‘banco bom', denominado Novo Banco, e
os passivos e ativos tóxicos no BES, o ‘banco mau' (‘bad bank'), sem
licença bancária.