Lesados do Banif em reuniões pelo país para esclarecer sobre possível solução
26 de abr. de 2019, 18:04
— Lusa/AO Online
Segundo
informou a associação em comunicado, a primeira reunião acontece
este domingo (28 de abril) em Lisboa, às 17:00, no hotel Sana Executive.Já
na segunda-feira (29 de abril) há reunião em Estarreja, às 21 h00, na
Junta de Freguesia de Salreu e no dia seguinte, 30 de abril, é a vez de
sessão de esclarecimento na zona do Porto, em Leça da Palmeira, no Trip
Porto Hotel Expo às 20h00.Haverá ainda regiões na Madeira e nos Açores.No
Funchal é em 07 de maio, no Instituto de Emprego da Madeira às 14h00, e
em Ponta Delgada em 10 de maio, no Salão Paroquial de Vila Franca do
Campo às 20h00 (hora dos Açores).Haverá
ainda um fórum que reunirá os advogados que estão com estes processos
dia 29 de abril às 10:00 em Lisboa, no Hotel Barcelona.Os
lesados do Banif e das sucursais exteriores do BES (sobretudo
emigrantes da Venezuela, África do Sul e Costa Leste dos Estados Unidos)
e do Banque Privée (pertencia ao BES) têm até 23 de maio para
apresentarem reclamações às comissões de peritos da Ordem dos Advogados e
serem eventualmente incluídos numa solução que compense pelas perdas em
investimentos. Em causa estão cerca de
3.500 lesados (cerca de 2.000 a 3.000 do Banif e mais 500 relacionados
com o BES) que perderam um valor aproximado de 410 milhões de euros em
investimentos em títulos de dívida no BES e Banif.O
objetivo é que, depois desta fase de avaliação das reclamações pelas
comissões de peritos seja constituído um fundo de recuperação de
créditos e que os lesados elegíveis pelas comissões de peritos sejam
indemnizados. Este fundo deverá ser
constituído à luz do que existe para os lesados do papel comercial
vendido pelo BES, que beneficia de garantia de Estado e em que cada
lesado recebe até 75% do montante investido. Podem apresentar reclamações todos os clientes abrangidos pelas condições, sejam ou não associados de associações de lesados.O
regulamento das reclamações (que podem ser feitas em suporte
informático ou em papel) está disponível no ‘site’ da Ordem dos
Advogados (www.oa.pt), assim como um formulário que facilita a
apresentação da reclamação, ainda que cada lesado possa ter a ajuda de
um advogado. Cada lesado tem de pagar um encargo de 30,75 euros por processo.